Arquivo por categoria: Espaço Aberto

fev 01

ESPAÇO ABERTO: Juvenal da Ceplac ou a Ceplac de Juvenal?

JUVENAL DA CEPLAC OU A CEPLAC DE JUVENAL?

LUIZ HENRIQUE UAQUIM 01

     É fato que a falência da cacauicultura, com o advento da vassoura de bruxa, exigiu do seu órgão maior, a CEPLAC, o enfrentamento do problema.  O que foi oferecido, PRLC, se assemelha talvez  a uma segunda vassoura de bruxa, fato que levou, em definitivo, não só a falência produtiva, mas a falência financeira. “O QUE FAZER COM A CACAUICULTURA, ATÉ AGORA, A CEPLAC NÃO TINHA DITO’’;  como fazer, sempre parece que muitos sabem: cooperativismo, sociativismo, etc. Apesar do que se tem feito, não se sabe até agora como unir mais de meia dúzia de produtores.

     Quantas  audiências, reuniões, encontros e manifestações foram realizados ao longo desses trinta anos, onde, os produtores e a sociedade esperaram a apresentação de solução para a crise da lavoura cacaueira, aliás, continuam esperando, do órgão que se diz a maior autoridade em cacau no mundo; no mínimo, há de se suspeitar que algo está errado.  Admitindo-se que o órgão tenha relevante potencial técnico, capacitado, talvez um pouco cansado,  deve-se buscar as respostas em outro modelo, porque dessa moita não vão mais sair coelhos.

     A CEPLAC, através do seu superintendente, Juvenal  Mainart, apresentou  à sociedade uma nova proposta, o novo modelo de recuperação da região cacaueira, pois, na época nascia a união do meio acadêmico Universitário ao conhecimento intelectual dos seus servidores. Assim, o espaço cedido  para construção da UFSB, dentro da CEPLAC, deve ser  entendido por todos como ato de grandeza em busca do novo, aliás, o único novo em trinta anos, que pode nos trazer as novidades ainda não conhecidas.  Urge avançar e concretizar esse projeto, pois trata-se do compromisso e de uma visão futurista, voltados para o desenvolvimento regional; uma visão técnica, mas acima de tudo, política, e quem sabe, a dose que faltou aos nossos tão ilustres servidores. Não há de se falar em política partidária, fala-se da política a serviço do coletivo.

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     A CEPLAC não está dividida entre servidores e Juvenal Mainart, muito menos entre produtores e servidores. Entendemos que Juvenal Mainart é a própria CEPLAC, logo, as soluções e acertos que poderão vir, devem-se entender como respostas dadas pela própria  CEPLAC  à sociedade .

A ideia de disponibilizar o conhecimento técnico,  adquirido ao longo desses sessenta anos de existência do órgão, através de seus representantes, utilizando os meios digitais, bem como, o próprio material humano, é um ato de grandeza, de inteligência e de valorização dos investimentos aplicados nas pesquisas, do suor dos próprios produtores, onde, a transferência desses conhecimentos ao meio acadêmico universitário, vem tranquilizar a todos que as soluções não chegaram mas podem estar a caminho.

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Os conhecimentos adquiridos por um servidor em pleno exercício da sua função pública, devem ser repassados, pois, decerto, pertencem a toda sociedade.

Parabéns a CEPLAC por nos oferecer algo de novo e promissor, parabéns aos servidores, parabéns aos produtores e parabéns ao Diretor  Juvenal  Mainart.

Estas são as nossas convicções

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ago 25

ESPAÇO ABERTO: “IMAGENS & SENTIMENTOS”

“IMAGENS & SENTIMENTOS” FOI LANÇADO NA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS, PARA MINHA ALEGRIA!

JANE HILDA BADARÓ Poetisa

      Aconteceu, no dia 19 de agosto, na Academia de Letras de Ilhéus, o lançamento do meu livro, “IMAGENS & SENTIMENTOS: ALGUNS POEMAS (DES)ENGAVETADOS E PINTURAS”, Editora Mondrongo, 2016. Na oportunidade, o Presidente da ALI, Josevandro Nascimento, fez as saudações em nome daquela Casa da Cultura, e o Editor, o poeta e escritor Gustavo Felicíssimo, apresentou a obra. Compuseram a mesa dos trabalhos também a Acadêmica Maria Schaun, a professora e Diretora da EDITUS/UESC Rita Virginia Argolo e o Conselheiro da OAB Seccional Bahia Martone Maciel. Jan Costa com sua voz e violão majestoso, deu o bom tom da noite.

JANE HILDA 04

     Trago-lhes este articulado, narrando de que modo a semente deste trabalho foi plantada, e chegou a germinar! Os poemas contidos no livro foram escritos, em sua grande maioria, nos idos de 80 e 90, ou seja, retratam, principalmente, as minhas inquietudes juvenis (embora seja possível, que, algumas delas, persistam até hoje).O fato é que sempre tive vontade de publicá-los um dia…

JANE HILDA 01

    Em 1992, o saudoso poeta Abel Pereira, haikaista consagrado, fundador e primeiro presidente da Academia de Letras de Ilhéus, à época residente no Rio de Janeiro, veio a Ilhéus, sua terra natal, e esteve em visita à Fundação Cultural de Ilhéus-FUNDACI, onde eu respondia pela Assessoria de Imprensa do órgão. Num rompante de ousadia, lhe passei alguns dos meus trabalhos, que à época nominei de “Alguns Poemas Engavetados”.

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     Com seu jeito solícito, atencioso e carismático, poucos dias depois estava ele me trazendo um retorno. Fiquei extremamente feliz com a apreciação feita, que veio em forma de poesia, cujo título é “Versos Circunstanciais”, publicado naquele título, enquanto Prefácio. O renomado literato, naquela circunstância, leu “fuga”, “vida”, “vazio”, “ser poeta”, “Apeíron (infinito)”, “Mundo Próprio”, “lágrimas e sorrisos”, dentre outros, e sugeriu desengavetá-los.

      Naquela ocasião, entretanto, nenhum esforço foi engendrado por mim no sentido de publicá-los. E aqueles poemas, assim como outros que vieram depois, ficaram esquecidos nos escaninhos do tempo (do meu tempo)…

     Quando do seu retorno ao Rio de Janeiro, Abel Pereira ficou por alguns anos me encaminhando correspondências, cópias de atas de reuniões de Academiade Letras e outras publicações ligadas aos movimentos literários cariocas e nacionais os quais participava. Convém este registro, por considerá-lo honroso.

     E a vida sempre me virando e revirando de vários modos. Por longo tempo esqueci a poesia. Não mais olhei a condição humana, as agruras existenciais, os mistérios da vida, o céu, o mar, as estrelas, com olhos de poeta. Fiquei envolvida inicialmente com os releases e editoração da Revista IR (Ilhéus Revista), e após, com o mundo jurídico, a militância de operadora do Direito,escrevendo petições, contestações, réplicas. Ou seja, caminhei noutros rumos, noutras direções.

     Ocorre que em 10 de dezembro de 2001 – acompanhando minha mãe, a saudosa poeta e acadêmica Janete Badaró – tive a grande satisfação de assistir a uma sessão festiva da Academia de Letras de Ilhéus, dirigida pelo Dr. Francolino Neto, no Salão Nobre da Associação Comercial, quando revi o poeta Abel Pereira, na flor dos seus 93 anos, vivaz e inspirado.

alx_ Francolino

     Na oportunidade comemorava- -se o resgate às obras completas de Sosígenes Costa, recentemente publicadas pela FUNDACI, e Abel foi o principal orador da memorável noite. Em seu discurso, Abel Pereira convidou a seleta platéia para fazer uma viagem no tempo, especificamente ao ano de 1960 (dois anos antes do meu nascimento), e assim reproduziu as mesmas palavras ditas na ocasião do lançamento de publicação de obra de Sosígenes, algumas décadas atrás.

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     Naquele momento, num lampejo de alegria, senti reatar em mim os laços de encantamento com a poesia. Rememorei que durante um período de minha vida eu havia escrito alguns “versos circunstanciais”, e que, inclusive, aquele brilhante orador, alguns anos antes, me havia aconselhado publicá-los. Cheguei em casa procurando pastas empoeiradas e garimpando os papéis velhos que continham meus singelos e despretensiosos poemas. Pensei que, enfim, havia chegado a hora de compilá-los num pequeno livreto (a redundância é proposital).

       A emoção de que fui tomada naquela sessão da Academia foi providencial, porque além de desarquivar meu desejo de um dia vir-a-ser poeta, também me fez constatar, e até mesmo lembrar, o quanto gosto de ler e ouvir declamados os bons poemas, e falados os bons discursos…É divino saborear a inspiração soprada do Alto para os poetas maiores. E nós aqui de baixo os aplaudimos de pé…

     Mas ainda não foi daquela vez que o meu sonhado livro foi publicado. Novamente meus poemas se perderam nas gavetas de minha história. Nela, novos movimentos surgiram, e numa destas boas surpresas que a vida nos prega, em 2011, além da lida com a advocacia e o magistério universitário do Direito, um sopro divino me fez enveredar para o mundo das artes plásticas. De repente, me vi pintando, produzindo telas, e participando de várias exposições individuais ou coletivas, em Ilhéus, outros estados e outros países.

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      Pensei novamente ter esquecido a poesia, até me dar conta de que poesias, além de serem feitas com palavras, também podem ser construídas com formas e cores. A arte – naif – que faço é pura expressão, sentimento, reflexo de viagens interiores, dúvidas e certezas de minh’alma. Considerando que “no sentido figurado, poesia é tudo aquilo que comove, que sensibiliza e desperta sentimento”, desejando levá-los(las) nas asas dos meus sonhos, resolvi apresentar “Imagens & Sentimentos: alguns poemas (des)engavetados e pinturas”, um livro composto por poemas escritos e poemas pintados!

     Gratidão ao Divino Mestre pela oportunidade desta realização. Agradeço ao meu esposo Josenaldo Ramos de Menezes pelo apoio e empenho na realização deste projeto! Para minha saudosa mãe poeta Janete Badaró, com amor, dedico o livro, pelo exemplo no gosto às artes e cultura! Agradeço a todos os amigos que estiveram presentes ao lançamento – cada um simbolizando uma flor- pois me proporcionaram apreciar um belo jardim! Por todas as felicitações que venho recebendo ao longo dos últimos dias, minha grata alegria!

JANE HILDA 03 JANE HILDA 02

     Em Ilhéus, o livro já está à venda na Papirus Livraria- Shoping Itarte ((73) 3231-2191). Em Itabuna, a distribuição está sendo realizada pela Editora Mondrongo: (73) 3041-3116 | 98842-2793

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ago 10

ESPAÇO ABERTO: Jane Hilda lança livro com suas telas e poemas

JANE HILDA BADARÓ Poetisa

Jane Hilda lança livro com suas telas e poemas

alx_Convite - Imagens e Sentimentos

O evento acontecerá em 19 de agosto, na Academia de Letras de Ilhéus

      Acontece em 19 de agosto, às 18:30 horas, na Academia de Letras de Ilhéus, o lançamento do livro “IMAGENS & SENTIMENTOS: POEMAS (DES)ENGAVETADOS E PINTURAS”, de Jane Hilda Badaró. A obra traz poesias escritas dos idos de 80, 90, além de alguns mais atuais, e também imagens de pinturas realizadas por ela nos últimos cinco anos. Já uma artista plástica com obra exposta na França e outros lugares do mundo, a autora considera que poesias podem ser feitas tanto com palavras quanto com imagens. “A arte – naif – que faço, é pura expressão, reflexo de viagens interiores, dúvidas e certezas de minh’alma, trazidas sem preocupação com técnicas e estilos, do mesmo modo, são os poemas que escrevo”, diz.

     Jane Hilda (advogada, professora da UESC e jornalista), explica que a semente deste trabalho foi plantada em 1992, quando era Assessora de Imprensa da Fundação Cultural de Ilhéus, e recebeu a visita do poeta fundador da Academia de Letras de Ilhéus, o saudoso Abel Pereira. Naquela oportunidade passou às mãos dele alguns de seus poemas, num bloquinho de folhas datilografadas, com o título de “ALGUNS POEMAS ENGAVETADOS”, e em poucos dias recebeu o que considera um presente. Abel lhe trouxe de volta seus poemas, e junto a eles, uma poesia de sua própria lavra, aconselhando desengavetá-los. Tal poema, aliás, está no livro.

      Com selo da Editora Mondrongo, o livro, que traz a lume o poema inédito de Abel Pereira, possui 136 páginas, todas coloridas, e capa dura. Para Gustavo Felicíssimo, que é escritor, editor do livro e apreciador das mais diversas linguagens artísticas, a arte de Jane Hilda reflete suas preocupações existenciais, incluindo aí as espirituais, e tanto seus poemas quanto suas telas dialogam em via de mão-dupla, ou seja, é como se o reflexo de uma forma de arte pudesse ser vista na outra. O leitor pode estar certo de que será apresentado a um livro único, belo e esteticamente de muito bom gosto. Em todos os sentidos, da capa ao conteúdo, um livro extraordinário.

Serviço:

     Lançamento do livro Imagens & Sentimentos: Alguns poemas (des)engavetados e pinturas, de Jane Hilda Mendonça Badaró

       Dia: 19 de Agosto de 2016

       Local: Academia de Letras de Ilhéus

      Horário: das 18:30 às 21 horas

Mais informações:

       Jane Hilda: (73) 99157-1770

Editora Mondrongo: (73) 3041-3116 | 98842-2793

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ago 04

ARREBOL

JANE HILDA BADARÓ Poetisa

ARREBOL

alx_JANE HILDA  foto

Céu dourado
cor de fogo
de chama acesa
cor do Sol
que vem do horizonte
do mar…
O arrebol me desperta
diáfano,
me ganha inteira
abre meu terceiro olho
o quarto, quinto, sexto, sétimo
já não sei quantos olhos uso
sem deformação,
na matéria humana são mesmo dois
mas os olhos d’alma são muitos
diversos olhares vistos e sentidos
na trajetória do espírito
nos caminhos
das vidas passadas …
O arrebol me encanta
e com ele pactuo…
pacto de harmonização
humanização
de paz interior
de que as adversidades do mundo
não maculem meu coração
que nenhuma amargura fique
nenhuma acidez me tombe
porque a escuridão não vence a luz!
O arrebol me encanta
na aurora
e também no ocaso
quando o Sol se vai
prá voltar amanhã!

ago 01

IMPERDÍVEL! Um convite todo especial pra você.

alx_Convite - Imagens e Sentimentos

jul 23

ESPAÇO ABERTO: PIEDADE CENTENÁRIA : MINHA REVERÊNCIA

PIEDADE CENTENÁRIA: MINHA REVERÊNCIA

JANE HILDA BADARÓ Poetisa

      Em 1915, a pedido de Dom Manuel de Paiva – então bispo de Ilhéus- a Madre Maria Thaís do Sagrado Coração Paillart – Ursulina francesa da Comunidade de Quimperlé (Bretanha – França), Provincial das Ursulinas do Brasil entre 1915 e 1921 – aceitou o desafio da abertura de um colégio nesta cidade, que ainda não possuía nenhum estabelecimento religioso de ensino.

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     A despeito das dificuldades que inicialmente encontrou para realizar a missão a que se propunha, visto que não havia previamente nenhum respaldo financeiro que garantisse o projeto, além de que, nem os ilheenses conheciam as religiosas, e nem o episcopado, recém-instalado, conhecia o povo da cidade, mas, confiante na Providência Divina, e com a inspiração de que “A fonte não tem necessidade de água e onde não há fonte, é preciso criá-la”, conseguiu vencer as intempéries, aproximou-se da comunidade de quem recebeu auxílio, e em setembro de 1916, fundou o Instituto Nossa Senhora da Piedade, Convento Católico das Freiras Ursulinas, de imponente arquitetura em estilo gótico.

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      Portanto, 2016 é ano das comemorações do centenário da escola, patrimônio cultural e educacional de Ilhéus, que se renova através dos tempos, com o empenho marcado pelo zelo e amor das religiosas, professores, alunos, enfim, de todos que de uma maneira ou outra vêem colaborando, ao longo destes anos, para a construção da sua bela história.

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      No local funciona o Museu da Piedade, com mobiliário antigo e peças sacras, local que realiza exposições de artistas regionais, sob curadoria de Anarleide Menezes.

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      A capela é lindíssima! Madre Cíntia Lessa é a atual Priora do INSP. Merecedora de homenagens especiais, Irmã Georgina Costa, grande gestora da educação Regional, e condutora pedagógica da Piedade, recebeu a comenda São Jorge dos Ilhéus por ocasião das comemorações dos 482 anos de emancipação da cidade de Ilhéus, e recebe a comenda poeta Abel Pereira, ofertada pela Academia de Letras de Ilhéus, cujo presidente é o professor Josevandro Nascimento.

alx_madrethais-p PIEDADE (3)     No mês de setembro acontecem as festividades comemorativas, com encontro de ex-alunos, missa, campeonatos esportivos, dentre outras. Sinto-me honrada da condição de ex-aluna.

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     Na Piedade estudei onze anos, atravessei toda a infância e adolescência vivendo dias felizes, de grande aprendizado, naqueles pátios, corredores, salas de aula, capela e no charmoso teatro auditório só nosso! Lá também estudaram minha saudosa mãe Janete Badaró, irmãs, filhos, sobrinhos. Do alto da colina, janelas abertas, mirante pro céu e pro mar, o velho e querido Convento, laboriosamente, vê a cidade crescer aos seus pés…

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jun 30

ESPAÇO ABERTO: Alô, senadores! Dilma, a comediante, deixa claro: se voltar, quer governar sem o Congresso

A Afastada decidiu também demonstrar que Temer está cortando direitos dos trabalhadores. Usou como exemplo o reajuste do Bolsa Família e dos servidores, que chamou de “irresponsabilidade fiscal”. Santo Deus!

REINALDO AZEVEDO

     Dilma Rousseff tem o emprego assegurado depois que for impichada de vez: vai ser humorista. Já sugeri à direção da Jovem Pan que a contrate. Por que não? Fora do governo, ela é engraçadíssima. Também falei a Tutinha e Emílio Surita que o “Pânico” não pode abrir mão da sua contribuição. São empregos dignos, que rendem um salário honesto e podem divertir os brasileiros. Na noite desta quarta, a Afastada concedeu uma entrevista ao “Jornal do SBT”. Se a gente levar a serio o que diz, é o caso de recomendar internação.

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(Foto reprodução/internet)

      Começo pelo fim. O entrevistador, Kennedy Alencar, perguntou o que ela fará de diferente caso volte ao poder. Tergiversou um pouco e deu um exemplo: disse que não repetiria o governo de coalizão. Hein? Como assim? “Mas é possível governar sem ele?” E a mulher pensou alto: claro que sim! Segundo ela, dá para governar, então, sem o apoio dos partidos desde que “se discuta claramente com a população”.

      Fica o recado aos senadores: caso Dilma volte, pretende adotar o método bolivariano de tomada de decisões, consagrado, no momento, por Nicolás Maduro, aquele notável democrata: nada de intermediação de políticos. Vai ser papo direto e reto com o povo.

      Dilma está cada vez mais engraçada porque domina cada vez menos a matemática. E isso ficou claro quando, ainda nos divertindo com a sua galhofa, afirmou que pretende escrever uma carta de compromissos com o povo antes do julgamento no Senado. E o que conterá essa carta?

     Ela não sabe ainda muito bem, mas adiantou duas coisas. Em primeiro lugar, disse, “resgatar a democracia”. Vai ver, então, estamos sob o império de uma ditadura. Em segundo lugar, afirmou que pretende devolver os direitos que estão sendo retirados do povo. Mas quais direitos? Que legislação mudou até agora?

     E foi aí que se viu Dilma, a comediante, no melhor da sua forma. Na proposta que ela havia enviado ao Congresso, o Bolsa Família teria um reajuste médio de 9%; na aprovada pelo governo Temer, esse índice saltará para 12,5%. Ora, se ele dá um aumento maior do que o dela, onde está a subtração de direitos, considerando que ela própria não deu reajuste nenhum em 2015?

     Dilma tentou explicar: é que o majoração deveria ter acontecido em abril, e os 3,5 pontos percentuais a mais, garantidos pelo atual governo, buscariam compensar o atraso. Dilma continua sem saber matemática. É por isso que pedalou tanto.

     Mas a petista foi além: embora tenha proposto 9%, e seu antípoda, 12,5%, afirmou que o reajuste do Bolsa Família é pequeno quando confrontado com o dos servidores do Judiciário, como se alhos pudessem ser comparados com bugalhos.

     Então ficamos assim. Quando Dilma foi dar exemplos de como Temer está subtraindo direitos dos trabalhadores, escolheu dois:
1: reajuste de 12,5% no Bolsa Família (ela queria dar apenas 9%):
2: reajuste dos servidores do Judiciário.

    Vale dizer: a tal perda de direitos estaria traduzida em dois reajustes reivindicados justamente por aqueles que ela diz que estão sendo prejudicados.

    E ainda coroou a sua avaliação chamando o conjunto da obra de irresponsabilidade fiscal.

Dá para entender algumas coisas:
– por que o governo dela foi para o buraco;
– por que o governo dela não fazia sentido;
– por que o governo dela era um caos;
– por que não conseguia dialogar com o Congresso;
– por que não conseguia dialogar nem com seus ministros;
– por que era e é detestada no próprio PT.

    Há uma expressão de que gosto muito com que Marx brindou Lassale, um de seus adversários intelectuais: “caos de ideias claras”. Dilma é mais óbvia: é um caos de ideias confusas mesmo!

      E esta senhora quer voltar!

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jun 29

O PODER DA INDIGNAÇAO

O PODER DA INDIGNAÇAO

Euzner Teles Alves

      Qual será o meu critério nesta noite encalorada ? Serei capaz de esquecer fatos de minha existência que me conduzem a fazer reflexões rumo ao meu aprimoramento moral ? Não . Não serei.

      Há alguns dias passados, tomei conhecimento da situação difícil pela qual passava uma avó, que dava assistência a oito netos, face ao fato de dois filhos haverem morrido de forma brutal, e um ter cometido suicídio recentemente, em relação a este último , estava sendo sua valia, pois fora retirado de seu seio , vindo a ser criado por uma família abastada, porém destituída de afetividade, enfim, uma família desagregada, e quarenta anos depois resgatou-a e passou a dar-lhe atenção, más a vida reservara uma convivência breve restara-lhe apenas as lembranças … como citei ele cometera suicídio.

Crianças

      E como também gosto de visitar os “barracos da cidade”, subí ao morro para averiguar o caso, me compadeci da situação.

     Lá chegando, pude constatar a miserável situação em que se encontrava.

     E após termos conversado o suficiente, para que pudesse fazer uma análise do contexto, parti para a ação e em termos de praticidade perguntei-lhe:

    O que posso fazer por você?

    Me disse ela:

-   “Sabe meu fi, quando a situação aperta mesmo, eu pego esses menino tudo e vou passear”.

    Tem uma aposentadoria básica que o companheiro lhe deixara ao falecer, e se fosse sozinha ,talvez vivesse de forma mais digna? …Más a vida lhe conduziu por outros caminhos.

    Constatei também o fato da ausência de um filtro de barro para purificar a água que bebe.

    Após os fatos constatados, nada lhe prometi, porém disse a ela que retornaria.

    À noite, enquanto refletia sobre esse caso de forma particular, e diversos outros de forma geral,e ainda considerando o fato de estar “fazendo piseiro” no Malhado, pois estou reformando um imóvel da família, somando isso ao fato de ter ali nascido e “me criado” , intuí, que poderia pedir, óbvio que iria pedir a quem pudesse dar, um item de cesta básica, na tentativa de paliar o sofrimento daquela avó aflita.

      E assim o fiz. Num dado momento estava jogando o entulho numa caixa entulhadeira, quando percebi a presença daquela cidadã, antiga conhecida que me precedera na chegada a este planeta, a cumprimento e pergunto pelos seus , e convido-a a entrar, explico-lhe de forma geral o que vou fazer, e entre essas coisas seria a derrubada de uma parede, onde estão embutidas duas cantoneiras. ela me perguntou o que faria, e me pediu as cantoneiras. De pronto disse que sim.

     E como os meus objetivos específicos do dia eram supervisionar a reforma e angariar gêneros alimentícios, aproveitei e fui a casa dela para pedir um item de cesta básica, me atendera do lado interno do portão e dissera-me:

     -“Há! aqui nós não temos nada não pois comemos de marmita”, nesse momento, minha sutura sargital, responsável por manter unida a minha caixa craniana que penso ser de titâneo, do contrário acho que estouraria alí mesmo, como numa cena de filme trash de terror, de indignação quase entra em parafuso, e na mesma hora pensei : Como digo sim a ela e ela me diz não?…. E saí! Apenas ela tinha me dito não.

     Após ter recolhido vários itens, retornei à supervisão da reforma, e num dado momento, intuo uma voz que me diz:

    -“Vá lá, não diga nada não, apenas dê o dinheiro a ela, pois ainda que se coma de marmita é impossível não se ter no mínimo um café, um acucar ou um leite em casa. E concluiu: Eu sei que você é pavio curto más já que você se indignou, e está percebendo esse fato, agora você irá tentar diluir, no sentido de se proteger dos estragos que a indignação causa às pessoas que vêem o mundo sobre a ética do humano. nesses momentos não convém que sejamos emocionais, e sim objetivos.Sorria para ela , dê o dinheiro e peça a ela que compre algo para a necessitada”.

     Retornei lá, parecia estar sob o efeito de algum derivado de morfina… ledo engano, estava de cara mesmo! Chamei-a e sorrindo lhe disse:

    -Minha querida, essa causa é para um ser humano que está necessitando, e tenha certeza, ela por ser uma mulher de fé , uma senhora evangélica, agradecerá a Deus e também pedira que não falte o pão, àqueles que deram, e aos que não deram também, e porque gosto de você, quero seu nome nos agradecimentos a Deus,na lista dos que contribuíram, que por certo ela fará.

     Ao que me perguntara: “Por que você mesmo não compra?”

     Respondi-lhe que gostaria que ela fosse generosa, pois realmente leitor , a necessitada que encontrei me fez também ficar perplexo, pela humildade , pelo cultivo da esperança, e pela excessiva e confiante virtude da fé.

    Me citara inclusive um versículo bíblico que diz:” O justo viverá pela fé”.

    O fato é que lhe dera quatro reais, e à um dado momento ela apareçe lá em casa com um Kg de acucar e me devolvera dois reais.

   Me senti menos angustiado, pois topar com pessoas assim , são verdadeiras oportunidades que a vida nos dá para nos espelhar-mos e agirmos de forma contrária. Reconheço também leitor, que ao fazer a crítica, ela deve ser sempre feita com o propósito de elevar, e não de denegrir e ao fazê-la devo sempre estar atento a estas observações pontuais…lhes confesso que fico em dúvida se sei ou não fazer isso, pois ao fazer devo levar em conta diversos aspectos, receiando, principalmente o fato de estar julgando as pessoas, e isso sei que não devo fazer.

    Prefiro achar que estou apenas fazendo uma chamada à reflexão.

   Más perder a condição de indignação , isso jamais deixarei de fazer, pois assim me ensinou a Mestra Valdelice Soares Pinheiro, nos idos em que me graduava em filosofia.

   Uma vez ela me disse:

    “Se perder-mos esse instrumento forte que é o poder de ficar indignado, jamais partiremos para a ação, e sendo assim, como vamos ajudar a melhorar esse “mundo cão”.

     Sinto saudades dela! Me ensinou muito.

    O calor ainda continua insuportável leitor, eu sei que quando me empolgo tenho preguiça de parar…sabe de uma coisa… vou tomar é um banho frio!

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jun 11

Oficina de Cerâmica Contemporânea Ancestral do Peru.

ARTE E CULTURA

JANE HILDA BADARÓ Poetisa

       Acontece em Ilhéus, de 10 a 12 de junho, no ateliê da jovem e emergente artista Marina Ferrer, Rodovia Ilhéus Olivença, a I Oficina de Cerâmica Contemporânea Ancestral do Peru, ministrada pelo artista peruano Maneno Llinkarimachiq, e desenvolvida com a utilização de técnicas ancestriais do Peru: Palenteado e Preparação de Engobes e Brunidos. “Durante a oficina os integrantes fabricarão uma fonte com a técnica de pedra e da palheta de madeira (usando os pés como base), quando partindo com um côncavo se golpeia a argila com o mesmo ritmo, e posteriormente, as formas são definidas com as mãos, sendo então que o acabamento de cada peça se dará com polimento, utilizando pedra de cantos arredondados”, explica a ceramista Cláudia dos Santos Saar – do Ateliê Oca de Barro – que está trazendo a oficina para Ilhéus.

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     Além de ilheenses, estão inscritos participantes advindos de outras cidades da região grapiúna, e também de outros estados, dentre as quais destacamos: Jane Hilda Badaró, Marlove Quadros, Lúcia Laguárdia, Vitoria Bittencourt, Kuky Vilela, Wiviane Passos, Elízia França, Ednólia Calheira, Susy Roosli, Maria José Duchini, Cecília Menezes, Marlene Queiroz, Ana Dalva Sampaio, Meire Ferrer, Marina Ferrer, Lusieme Lins Moraes, Helena Costa, Eulina Lavigne, Maria do Socorro Mendonça, Valéria Magalhães, Carla Arléo e Makelly Martinhago.
     Nascido em Chulucanas, no Peru, uma zona privilegiada pela tradição de grandes ceramistas desde épocas pré-colombianas, Maneno tem características marcantes: grande paixão pelo ofício, inquieto, investigativo, trabalha com muita paciência e amor, excelente dominador da técnica, cria peças exclusivamente para contemplação, algumas decoradas com traços incrustados em um rígido estilo geométrico de grande beleza compositiva, influenciado pela arte milenar das culturas Vicús, Tállan, Mochicha, Inca e Maia. Suas cerâmicas estão compostas essencialmente por mulheres indígens e aves marinhas em elegante estilização.

     Para a artista plástica e arte-terapeuta, Vitória Bittencourt, “esta oficina marca um momento artístico importante para Ilhéus, por ser uma oportunidade ímpar para artistas regionais que estão em busca de novas técnicas, professores de arte, artesãos, terapeutas e pessoas interessadas em experimentações holísticas, aprenderem com o mestre Ceramista Maneno, internacionalmente respeitado pelo conhecimento na arte da argila,do fogo,da fonte ancestral do Peru.

      Também abre novos horizontes pra prováveis profissionais no futuro, pelo efeito multiplicador que pode gerar, visto que, alguns dos participantes estarão difundindo as técnicas apreendidas para seus alunos. Um trabalho capaz de proporcionar aos participantes momentos lúdicos, de inspiração , de mergulho na paz interior que serena os ânimos e fortalece a ligação com a arte, que é divina”.

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Não há, contudo, moderação ideológica. A ideia é promover o debate mais livre possível, dentro de um patamar mínimo de bom senso e civilidade. Obrigado.

 

abr 23

ESPAÇO ABERTO: Balaio de Gatos.

Será que a população ilheense pretende realmente transformar em votos a idéia de mudanças?

MIRINHO

     Se estiver convicta dessa idéia é preciso mudar também os critérios de escolha, adotando-se como prioridade o traçado de um perfil revestido de princpios éticos, morais, capacidade de gestão, independência, conduta, caráter, seriedade, vontade, espíríto integrador e dentre outros, amor à causa e vergonha na cara, que servirão de parâmetros de avaliação em relação a cada pré-candidato. Aquele que não se enquadrar nesse perfil, automaticamente estará fora do páreo na corrida ao trono do Palácio Paranaguá, porque, o eleitor saberá perfeitamente fazer o enquadramento da relação binomial: perfil/pré-candidato.

    Não prevalecerá o nome, mas, o conjunto de atributos qualificadores inerentes ao nome. Será uma seleção, onde por exclusão, alguns nomes restarão descartados, ainda nas preliminares, antes mesmo do inicio do jogo principal, evitando-se acordos espúrios e casamentos, onde os nubentes fazem da união um caminho para a defesa de interesses próprios e de grupos, jogando à pique e na sarjeta o nosso município, como se tem repetido na história desse nosso chão.

    Por exemplo, quais os pré-candidatos que dotados dentre outras qualidades, representam realmente nomes novos e reúnem em si, condições de confiabilidade e competência para administrar o nosso município lastreado nos princípios norteadores da Administração Pública? A nosso ver esse  critério de escolha é mais seguro e confiável, do que, se escolher aleatoriamente apenas, pelo nome, como até aqui tem-se feito, porque o candidato é bonitinho, ou, bonzinho, ou, porque vem de família abastada, ou de origem humilde, ou, porque é um bom profissional, ou, ainda, para se vingar de quem está no poder se locupletando. Essa prática transformou a nossa princesa Ilhéus em mendiga.

     A ideia de mudanças sob o comando de um nome novo viralizou. Virou epidemia, de modo, a ensandecer alguns pré-candidatos aparentemente com mais condições de elegibilidade a buscar nos partidos ditos menores, apoios e  nomes realmente novos, para comporem consigo em suas chapas, como vices. Mas, se de um lado o poder da grana desequilibra e oportuniza vantagens àqueles que o detém, do outro, a Era da informação oferece condições iguais de conhecimentos à todos indistintamente e, as idéias e o conhecimento, se bem utilizados como ferramentas nessa contenda, poderá sobrepor ao poder da grana que só compra, mas não pensa.

     Quem não tem dinheiro, tem que ter ousadia. Não se deve ter medo e nem se achar diminuído, por imaginar que o adversário é mais forte. A fortaleza pode ser aparente, ou não ter sido construída sobre um alicerce sólido, principalmente, na história repetida da velha política, onde o jogo de interesses impera, daí o melindre para o desabamento, bastando a desconfiança de que o “pacto amarrado” foi celebrado com um nó frouxo, que poderá ser desatado a qualquer instante. Nesse contexto, ninguém confia em ninguém, apenas se une para satisfazer o que lhe convém.

     Quem pensa em mudanças, não pensa em atalhos, nem em “acordos” espúrios. Não fica sobre o muro, acendendo uma vela para Deus e outra para o diabo, pois está escrito em Apocalipse 3:15:19: “… oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca…”. Portanto, a mudança exige posição, definição, lado.

     A oposição se intitulando “Oposição de Verdade” já se definiu e decidiu que dentre os 09(nove) partidos que a compõe sairão um único candidato a prefeito e o seu vice, pois, entendeu que os nomes novos capazes de promover as mudanças que o eleitorado exige estão entre eles, inclusive, todos se enquadram em qualquer critério de escolha idôneo, que venha a ser traçado.

 Com a definição da oposição, os partidos da situação que integram à base do governo estadual e municipal encontrarão dificuldades em fazer uma composição e por certo cisarão, porque o esboço da dobradinha PSB/PSD não chegará a projeto pacificamente, se desse grupo fizer parte o PDT pois, o Vereador Cosme Araújo um dos fortes candidatos ao trono do Paranaguá, como é de todos conhecido, não tem perfil para aceitar goela abaixo uma chapa pronta e acabada sem discussão, ainda que seja ele o padrinho dos nubentes. Também, o PSC do Vereador Gurita não aceitará essa condição de submissão, mesmo que seja um convidado de destaque com direito a holofotes na festa desse matrimônio( PSB/PSD).

     Não será diferente se a composição for PSB/PDT ou PSB/PSC. Haverá sempre insatisfeitos e probabilidade de rupturas.

     Porém, com a cisão, o maior prejudicado será o PSB, porque, embora sob o comando de um deputado federal, além dos riscos de derrota se compuser com o PT ou com o PP para enfrentar as urnas, esses riscos não serão paliados se qualquer um desses dois partidos subir no seu palanque, por conta dos desgastes e descredibilidade perante o eleitorado, sem contar que com a subida do PP ao palanque, poderá provocar a descida do PSD, em razão da nutrida animosidade entre a Deputada Ângela Sousa(PSD) e o prefeito(PP).

    Nesse jogo não se admite empate, nem uma solução “pacíficamente” imposta pela Capital, mesmo porque, dentre os partidos da situação, há pré-candidatos que não se ajoelham, nem se prestam ao papel de “catendes”.

    “A sorte está lançada” e pelo andar da carruagem, os partidos da base governista estarão “partidos” em duas frentes e quem sabe, provocando com isso, a migração de alguns aliados “nanicos” aventureiros, sem cores, nem bandeiras, que sem espaço nas “negociações”, preferirão buscar acolhimento sob as asas da oposição, só “pela ideologia”. O PSOL, enigmático, deverá seguir carreira solo e assim, no certame envolvendo o assento do trono do Palácio Paranaguá terá como concorrentes 01(um) partido da oposição de verdade, 02(dois) da base governista e o PSOL.

balaio de gatos

   O jantar está posto sobre a mesa da base governista e no cardápio uma única opção: “Balaio de Gatos ao molho de problemas”, sem direito a sobremesa. Bom apetite para quem tem estomâgo de avestruz.

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mar 23

ESPAÇO ABERTO: Estimulado por Dilma, Boulos promete incendiar o país se houver impeachment

Então vamos lá! Ele sai com as suas milícias, e nós ficaremos com as leis e com a mansidão convicta. Vamos ver quem ganha.

REINALDO AZEVEDO

Ulalá!

     Ao ler uma reportagem do Estadão desta quarta-feira, fiquei com a impressão de que foram Dilma e as esquerdas que colocaram 3,5 milhões de pessoas nas ruas do domingo retrasado.

    Mais: fui apresentando a um país em estado de pré-insurreição e aprendi que o líder da revolução se chama Guilherme Boulos, que, como antevi há tempos, usava o tal MTST apenas como plataforma inicial de sua carreira política. Agora ele é apresentando também como coordenador da Frente Povo Sem Medo.

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   Nem Marat, o porra-louca dos jacobinos da Revolução Francesa, se dizia “coordenador do povo”. Ele se contentava apenas em ser um “amigo”. Boulos é mais ambicioso.

  Tanto esse coxinha vermelho como João Pedro Stedile, o burguês rural do capital alheio, que comanda o MST, prometem que o Brasil não terá sossego se houver impeachment. Boulos ameaça abertamente: “Este país vai ser incendiado por greves, por ocupações, mobilizações, travamentos. Se forem até as últimas consequências nisso, não haverá um dia de paz no Brasil”.

     A ameaça, como se nota, tem um claro caráter terrorista. Boulos se acha acima da Constituição e das leis. Ou as instituições se vergam às suas vontades, ou ele promete tornar a nossa vida um inferno. Eu diria que o Brasil tem um sistema legal para coloca-lo sob controle. Ele nos ameaça com o terrorismo, e a gente o contém com a ordem institucional.

    Para amanhã, as esquerdas prometem reunir 50 mil pessoas no Largo da Batata, em São Paulo, e depois marchar… até a Globo, é claro! Os aparelhos petistas prometem manifestações ainda em Brasília, Rio, Curitiba, Fortaleza, Recife e Uberlândia. E há, claro!, os tais manifestos de intelectuais.

    É evidente que se trata de coisa de vigaristas. É impressionante a cara de pau dessa gente. Sem resposta para a roubalheira descarada; sem ter o que dizer diante do desastre econômico a que Dilma conduziu o país; apalermada pelas revelações estarrecedoras da Lava Jato, essa súcia faz o que a esquerda sempre fez ao longo da história: ignora os próprios crimes e inventa uma tese contra “a direita” para unir os “progressistas”.

   Conversa mole
    Tudo isso constitui, é evidente, uma ameaça. E, no entanto, não passa de conversa mole. Já vimos esse filme antes.

   Se preciso, a sociedade brasileira vai enfrentar Boulos e suas milícias nas ruas. Mas não vai ser no braço, não. Vai ser na lei.

   Finalmente, observo que o discurso irresponsável feito por Dilma nesta terça estimula esse tipo de retórica inflamada. Eles querem sangue. Nós os enfrentaremos com uma arma invencível: a mansidão convicta.

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mar 08

… tem que ser com PH

… TEM QUE SER COM PH

Euzner Teles Alves

   Calasans Neto e Auta Rosa, mudaram-se da Barra para Itapuã em 1971 .

   O arquiteto David Largman, projetara uma casa arrojada e ao mesmo tempo conservando uma certa simplicidade, levando em conta ser a dona da casa,  pratica, duas virtudes essenciais …

  -Eu não quero uma casa trabalhosa”, dissera -lhe .

  Nesse período, eles estavam iniciando um projeto de vida. Calasans, já  conhecido, com sua consorte foram contornando os percalços iniciais …

   Também nessa época, a infra estrutura do lugar, não era satisfatória, não havia calçamento, era poeira no sol, e lama em tempo de chuva. Desagradável para os dois, tanto quanto para ao amigos que frequentemente os visitavam,  e também para uma diversidade de estrangeiros, que buscavam ver a arte do ícone  pós modernista bahiano .

   Vinícius de Morais,  habituée do jovem casal, conhecedor da insatisfação estética dos dois, e tendo-os como fonte inspiradora, compôs um poema,  mirando de forma a” abater” endereçado ao prefeito de Salvador, na época Clériston Andrade .

Vinicius-2

  O poema, chegara ao alcaide através da leitura do jornal A Tarde, em primeira página :

Petição ao prefeito

Prefeito Clériston Andade,

A quem ainda não conheço :

Quero tomar a liberdade

Que eu nem sequer sei se mereço

De vir pedir-lhe em causa justa,

Um obséquio, que em favor

Muito honraria (e pouco custa!)

Ao prefeito de Salvador

Existe alí no Principado

Livre e Autônomo de Itapuã

Uma ruazinha que sem embargo,

Pertence a sua jurisdição

Uma rua não sem poesia

E cujo título é dar teto

A uma das glórias da Bahia

O gravador Calasans Neto

Dizer do estado dessa ruela

(Da Amoreira) eu não arrisco,

Porque sem esgotos, correm nela

Rios de … – Valha-me o asterisco!

E isso é uma pena, senhor prefeito,

Pois Calasans e sua gravura

Tem cada dia mais procura

De fato como de direito :

O que constrange os visitantes

Com boa margem de  estrangeiros

A, entre gravuras fascinantes,

Ver quadros nadas lisonjeiros .

Calce essa rua, Senhor Alcaide,

E eu lhe garanto que algum dia 

Pro domo sua, esta Cidade

O há de lembrar com mais valia,

Na expectativa de que acorde

Um novo “Cumpra-se”, sem mais 

Aqui se assina, muito ex – corde,

O seu

Vinícius de Morais 

Itapuã, 27/11/73 .

    O fato é que o prefeito Clériston Andrade fora desculpar-se com eles, e a rua prontamente fora pavimentada com inauguração, discurso e fogos de artifício .

Eu avisei que poeta mirara para alvejar .

O poeta também era phoda …

-“Para ser boa tem que ser com ph”, a fala é de Calasans Neto .

Por certo, Antonio Carlos Magalhães, deve ter lido o jornal, primeiro …

Rsss …

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