Arquivo por categoria: Eleições

abr 15

PGR pede acesso aos dados de entrada do Palácio do Jaburu

Solicitação aceita pelo ministro Fachin, relator da Lava Jato no STF, foi feita após delator da Odebrecht relatar reunião no local para acerto de repasses.

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Via de acesso ao Palácio do Jaburu, em Brasília (foto: reprodução/internet)

     O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a Procuradoria-geral da República (PGR) solicite os dados de entrada no Palácio do Jaburu, residência oficial do presidente Michel Temer, no dia 28 de maio de 2014.

     A data foi citada pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, em acordo de delação premiada, e consta em inquérito aberto contra os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

     No dia em questão, Melo Filho relata que houve um jantar no Jaburu com a presença do ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, Padilha e Temer. Ali teria sido feito um pedido de repasse de 10 milhões de reais, sob pretexto de financiar a campanha eleitoral de 2014.

       Em seu depoimento, Marcelo confirmou o pedido e declarou que 6 milhões de reais seriam destinados a Paulo Skaf e outros 4 milhões de reais à campanha de Temer à vice-presidência.

      “Temer nunca mencionou para mim os R$ 10 milhões, mas obviamente que no jantar ele sabia. Acertei com isso e acertei com o Padilha que dos 10, 6 iriam para o Paulo”, afirmou Marcelo, que ainda avaliou que ‘Temer não falaria de dinheiro’, nem com ele, ‘nem com a esposa, nem com ninguém’.

    De acordo com a Procuradoria, “há fortes elementos que indicam a prática de crimes graves, consistente na solicitação por Eliseu Padilha e Moreira Franco de recursos ilícitos em nome do PMDB e de Michel Temer, a pretexto de campanhas eleitorais”.

Investigação

     Após as delações premiadas da Odebrecht, o próximo passo dos investigadores será verificar as informações dos depoimentos. No inquérito sobre os ministros de Temer, Fachin autorizou ainda levantamento sobre emendas parlamentares propostas por Padilha, na época em que foi parlamentar; o levantamento das obras da Odebrecht relacionadas ao cargo ocupado por Moreira na Secretaria de Aviação Civil e a oitiva do advogado José Yunes, amigo de Temer e ex-assessor especial do presidente.

     Apesar de não poder ser investigado por atos anteriores ao mandato de presidente, Temer é citado em outro inquérito, aberto para investigar o senador Humberto Costa (PT-CE). “A investigação deve tramitar em conexão com a do senador Humberto Costa, com exceção do atual presidente da República, Michel Temer. Isso porque ele possui imunidade temporária à persecução penal”, disse o procurador-geral Rodrigo Janot no pedido de abertura de inquérito.   

      O ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial Márcio Faria da Silva, disse em seu acordo de delação que Temer comandou em 2010, quando candidato a vice-presidente da República, uma reunião na qual se acertou pagamento de propina de 40 milhões de dólares ao PMDB. O valor era referente a 5% de um contrato da empreiteira com a Petrobras.

     Em depoimento gravado, Silva disse que o encontro se deu no escritório político de Temer, em Alto de Pinheiros, em São Paulo, em 15 de julho daquele ano.

O que diz o Planalto

      Por meio de nota, o Palácio do Planalto reforçou que Temer jamais tratou de “negócios escusos”. “Como reiterado em outras ocasiões, o presidente contesta de forma categórica qualquer envolvimento do seu nome em negócios escusos.” O texto diz ainda que Temer “nunca atuou em defesas de negócios particulares, nem defendeu pagamentos de valores indevidos a terceiros”.

      Em vídeo publicado nas redes sociais do Planalto na quinta, Temer admite que fato que participou de uma reunião, em 2010, com Marcelo Odebrecht, mas nega que tenha solicitado propina. “A mentira é que nessa reunião eu teria ouvido referência a valores financeiros ou a negócios escusos da empresa com políticos”, afirma o peemedebista no vídeo.

  A defesa do ministro Eliseu Padilha, representada pelo criminalista Daniel Gerber, já se manifestou dizendo que “todo e qualquer conteúdo de investigações será debatido exclusivamente dentro dos autos”. O ministro Moreira Franco declarou, por meio de assessores, que não vai comentar a abertura de inquérito contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: Redação/Veja

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abr 15

DEPARTAMENTO DE PROPINA DA ODEBRECHT GIROU US$ 3,37 BILHÕES EM 9 ANOS

TUDO ISSO ROUBADO NOS GOVERNOS LULA E DILMA, DE 2006 A 2013

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DELATOR DISSE QUE ALERTOU MARCELO SOBRE O VOLUME DE RECURSOS ILÍCITO.

O executivo Hilberto Mascarenhas, um dos delatores da Odebrecht, entregou à Operação Lava Jato, uma tabela com o valor total movimentado pelo Setor de Operação Estruturadas, o departamento de propina da empreiteira. Entre 2006 e 2014, foram girados aproximadamente US$ 3,37 bilhões.

Os anos de 2012 e 2013 tiveram a maior movimentação de recursos ilícitos: US$ 730 milhões. Em 2014, ano da deflagração da Lava Jato, o setor diminuiu os repasses, chegando a US$ 450 milhões.

Em anexo da delação premiada, entregue por Hilberto Mascarenhas à Lava Jato, o delator afirma que a partir de 2009, passou a alertar Marcelo Odebrecht sobre o volume de recursos ilícitos.

“Ressalte-se que apesar ela área ter sido criada com o intuito ele controlar e dar segurança às operações ele pagamento ele propina ela Odebrecht, desde 2009 passei a alertar Marcelo que o volume ele recursos estava crescendo ele forma brutal e por mais que criássemos mecanismos ele segurança, operações estruturadas para pagamento, apenas pelo tamanho cio volume ele recursos e pela quantidade ele pessoas cada vez maior que tinha envolvimento com a área era impossível garantir a segurança”, relatou.

Hilberto Mascarenhas trabalhou na Odebrecht por 40 anos por ‘predomínio na área financeira’. Em 2006, relatou, estava na tesouraria da Odebrecht S.A sem programa específico, quando foi ‘intimado’ por Marcelo Odebrecht, que na época era o presidente da Construtora Norberto Odebrecht, para assumir a área de Operações Estruturadas, subordinada a ele.

O delator afirmou que ’em princípio’, relutou a aceitar o cargo ‘tendo em vista a grande exposição e risco’ que o trabalho traria, mas ‘depois de alguma insistência’, aceitou a proposta. Hilberto afirmou que haveria ‘remuneração e pelos benefícios que passaria a ter, tais como carro com motorista, apartamento em São Paulo para trabalho e passagem de volta a Salvador nos finais de semana’, onde residia a família.

Segundo Hilberto, a área fazia duas formas de pagamentos: em espécie no Brasil e em depósito bancário em contas no exterior. Os repasses no País eram entregues em ‘pacotes/mala de dinheiro em locais predeterminados’. As transferências bancárias no exterior eram feitas a partir de offshores não declaradas.

A partir ele 2009, informou o delator à Lava Jato, Marcelo Odebrecht delegou aos Líderes Empresariais (“LEs”) a responsabilidade pela aprovação dos pagamentos relacionados às suas respectivas áreas/empresas. Os principais LEs solicitadores de pagamentos, afirmou, eram Benedicto Junior, Márcio Faria, Ernesto Baiardi, Henrique Valadares, Luiz Mameri e Fernando Reis, além do próprio Marcelo Odebrecht, que também fazia solicitações. 

Fonte: Redação/D&P

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mar 05

CONGRESSO ‘TRAVA’ 12 PROPOSTAS SOBRE O FIM DA PRERROGATIVA DE FORO

SENADORES E DEPUTADOS ‘SEGURAM’ PROJETOS ACABANDO BLINDAGEM

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HÁ PARLAMENTARES QUE ADMITEM ABERTAMENTE QUE SERÁ DIFÍCIL A MATÉRIA AVANÇAR (Foto: Reprodução/Intenet)

      Uma das principais bandeiras dos protestos de rua marcados para o dia 26 deste mês, o fim do foro privilegiado está emperrado no Congresso Nacional. Lideranças da Câmara e do Senado não se mostram dispostas a acelerar a tramitação das Propostas de Emendas à Constituição (PECs) que extinguem o direito a que autoridades sejam julgadas por tribunais.

      Mesmo em meio às discussões sobre restrição da prerrogativa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e na iminência da divulgação das delações da Odebrecht que devem implicar dezenas de deputados e senadores, os parlamentares temem que, sem foro, possam ficar sujeitos a investigações conduzidas por magistrados de primeira instância, como o juiz Sérgio Moro.

     A reação do Congresso a uma eventual mudança na prerrogativa pelo STF foi escancarada na semana passada quando o líder do governo no Congresso e presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), disse que não pode haver uma “suruba selecionada”. A principal justificativa pública de parlamentares para não levar adiante a proposta é que, sem qualquer espécie de modulação da prerrogativa, a iniciativa não passará.

      As PECs em tramitações mais avançadas nas Casas querem acabar com o foro. A maioria dos congressistas, porém, defende que determinadas autoridades, como presidentes de Poderes, ou medidas de força, como o cumprimento de pedidos de prisão ou de busca e apreensão, sejam investigados ou decretados por tribunais.

     Há parlamentares que admitem abertamente que será difícil a matéria avançar. “No momento de confusão, nunca sai uma legislação boa”, disse o líder do PP na Câmara, Arthur Lira (AL), que, pessoalmente, se diz a favor de restringir o foro.

   Na Câmara, o provável presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), adiantou que tentará pautar uma do pacote de 12 PECs sobre o tema – a mais antiga delas de 2005. “Se houver um anseio popular e há manifestações do STF de decidir sobre o assunto, não tem como o Congresso não discutir.”

     Essa iniciativa, contudo, não tem ampla simpatia dos deputados. Para tentar viabilizar sua aprovação, o autor da última das propostas que trata do assunto, Celso Maldaner (PMDB-SC), admite mudar seu texto sobre fim do foro irrestrito para deixar apenas 15 autoridades no STF: os ministros da Corte e os presidentes da República, da Câmara e do Senado, além do procurador-geral da República. 

     Judiciário. O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Trípoli (SP), cobra o envolvimento dos magistrados para encontrar o melhor formato para o foro. “Quem julga é o Judiciário, nós fabricamos as leis. É razoável discutir para que haja celeridade nos julgamentos”, disse o tucano.

    Se passar na CCJ, a proposta terá de ir a uma comissão especial e, posteriormente, ao plenário da Casa. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que, se a PEC avançar, vai colocá-la para votar. “Não há problema em pautar nenhuma matéria. Essa discussão pode acontecer a qualquer momento”, disse. Aprovada em dois turnos com ao menos 308 dos 513 votos, a matéria vai para o Senado.

       Na outra Casa, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) tem tentado, sem grande sucesso até o momento, buscar apoio dos líderes para colocar em votação no plenário uma PEC que acaba totalmente com o foro e foi aprovada pela CCJ em novembro passado. Ele precisa do apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores para garantir a inclusão da PEC na pauta. Por ora, ele só conseguiu o apoio de nove. O presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), tem dito em conversas que esse assunto, por ora, está fora da agenda.(AE)

Fonte: Redação/D&P

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fev 19

NOTA DE ESCLARECIMENTO!

Nota de Esclarecimento

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Em relação à nota divulgada pela Prefeitura de Ilhéus no último dia 15 e repercutida na imprensa regional acerca de problemas estruturais supostamente constatados na unidade de saúde do bairro São Miguel, os ex-secretários municipais de Infraestrutura, Derneval Furtunato, e de Saúde, Antonio Ocké, esclarecem que:

  1. A construção da referida unidade de saúde é resultado de convênio firmado entre o município e o Fundo Nacional de Saúde (FNS), por isso, seguiu todas as normas técnicas e o padrão estabelecido pelo FNS;

  1. A unidade teve suas obras finalizadas no dia 28 de dezembro e foi inaugurada no dia 30 do mesmo mês. Após a entrega do equipamento pela empresa responsável pelo serviço, toda a estrutura foi vistoriada e a mobília necessária já se encontrava separada no almoxarifado da Secretaria de Saúde;

  1. Passados quase dois meses, caso a unidade apresente problemas físicos, cabe à empresa responsável pelo serviço a manutenção da estrutura, fazendo valer a garantia de obra;

  1. O corpo profissional à disposição da unidade de saúde incluía, até dezembro de 2016, um médico ginecologista, que também era clínico, enfermeira, técnica de enfermagem, recepcionista e auxiliar de serviços gerais.

 Por fim, reafirmam que a unidade foi entregue em plenas condições de funcionamento, tanto em relação à estrutura física, quanto ao corpo clínico, que, inclusive, vinha sendo incrementado com a contratação de profissionais aprovados em concurso público.

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fev 09

Procurador defende abertura de sigilo em delação da Odebrecht

Carlos Fernando Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato, disse em São Paulo que “talvez seja até melhor” saber quais são as revelações da empreiteira

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O procurador Carlos Fernando Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato (foto: reprodução/internet)

     O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal do Paraná, avalia que a abertura do sigilo das delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht “talvez seja melhor”.

      Ele afirmou, nesta quinta-feira, durante debate em São Paulo sobre o pacote anticorrupção na Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), que o fim do sigilo não é o ideal para as investigações, porque possibilitam a destruição de provas, mas mesmo assim considera que a abertura das dados “é melhor para que toda a sociedade saiba o que foi citado”. “Talvez seja até melhor levantar o sigilo para todos nós sabermos quais são os fatos revelados”, comentou Lima.

      O procurador também mandou um recado aos políticos, ao falar da colaboração da empreiteira, dizendo que muitos reagem de forma excessiva mesmo não sabendo se estão citados nas colaborações da Odebrecht. “Há muitos políticos que não sabem se estão na lista e estão reagindo excessivamente, pode ser que eles não estejam lá, podem estar agindo a mando de interesse de outros políticos”, disse.

     Ele destacou que a abertura do sigilo é “uma opinião” e que tal decisão cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF), instância que detém atribuição constitucional de investigar políticos com foro privilegiado.

    Durante o debate, Santos Lima falou que a colaboração premiada se tornou a principal técnica de investigação no país. “Não é totalmente moral, entretanto é eficaz e funciona, nós precisamos ter soluções que funcionem”, disse. Ele afirmou que não é totalmente moral fazer acordo de colaboração com criminosos, mas que a prática traz resultados no combate à corrupção.

Fonte: Redação/Veja

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jan 24

PSDB APOIA EUNÍCO PARA PRESIDIR O SENADO, MAS INDICARÁ O VICE

SENADOR DO PSDB-PB DEVE SER O NOVO VICE-PRESIDENTE DO SENADO

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PARTIDO APOIARÁ EUNÍCIO, MAS CASSIO CUNHA LIMA (CENTRO) SERÁ O VICE-PRESIDENTE. (Foto reprodução/internet)

     Os tucanos devem confirmar apoio a Eunício Oliveira (PMDB-CE) para a presidência do Senado, dia 2, mas têm uma lista de exigências que começa com a retomada da vice-presidência, que ocupava no passado recente. Cássio Cunha Lima (PB) deve ser indicado vice-presidente do Senado, e o PSDB indicará os presidentes das importantes comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e a Mista de Orçamento (CMO). A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

    “Vou lutar pela Comissão Mista de Orçamento”, avisa Ataídes Oliveira (MT). Os tucanos querem também suplências e vice de secretarias.

    Na ampla aliança que deve eleger Eunício Oliveira presidente do Senado, o PT se contenta com a primeira-secretaria.

     Assim como na Câmara, a Mesa Diretora do Senado deve reduzir as atribuições da primeira-secretaria, responsável pela chave do cofre.

Fonte: Redação

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jan 19

Teori estava em avião que caiu no litoral do Rio, dizem STF e família

O ministro do STF Teori Zavascki estava em aeronave que caiu no litoral do RJ

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    Um avião de pequeno porte caiu no começo da tarde desta quinta-feira (19) no litoral de Paraty, na região sul do Estado do Rio de Janeiro.

    O STF (Supremo Tribunal Federal) informou que nome do ministro Teori Zavascki estava na lista de passageiros de um avião que caiu em Paraty, no Rio de Janeiro, informou a assessoria de imprensa do STF.  Teori é o relator da Operação Lava Jato no Supremo.

     Ainda segundo o STF, o presidente Michel Temer e a ministra Cármen Lúcia já foram informados do acidente.

   O filho do ministro, o advogado Francisco Prehn Zavascki, também confirmou que o ministro estava na aeronava. “O pai estava no avião e a família está aguardando por um milagre”, disse Francisco.

    Segundo a assessoria de imprensa do STF, a presidente da Corte, Carmén Lúcia, está retornando à sede tribunal. Ainda não há informações sobre se ela irá ao Rio de Janeiro acompanhar os desdobramentos do acidente.

   Segundo a assessoria de imprensa da FAB (Força Aérea Brasileira), o avião de modelo Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM, saiu do aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, às 13h (horário de Brasília). De acordo com funcionários do aeroporto de Paraty, a aeronave caiu no mar por volta das 13h30, momento em que chovia na região.

    Nem a FAB nem os bombeiros informaram sobre quantas pessoas estavam a bordo e sobre o estado de saúde das mesmas. 

    Segundo informações disponíveis no site da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Beechcraft C90GT tem capacidade para sete passageiros, além do piloto. É um avião bimotor turboélice fabricado pela Hawker Beechcraft. A aeronave PR-SOM está registrada em nome da Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras Limitada.

     De acordo com a FAB, uma equipe do Seripa-3 (Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) está a caminho de Paraty para iniciar a investigação sobre o acidente. Integrantes da Marinha e do Corpo de Bombeiros prestam assistência no local.

Lava Jato

     Teori é o relator da Lava Jato no Supremo.

I      nvestigadores da Lava Jato trabalham com a previsão de que todo o conteúdo das 77 delações da empreiteira Odebrecht, considerada a maior delação do esquema, seja tornado público na primeira quinzena de fevereiro. A expectativa de investigadores era de que o ministro Teori Zavascki, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, retire o sigilo dos cerca de 900 depoimentos tão logo as delações sejam homologadas. Isso estava previsto para ocorrer após o fim do recesso do Judiciário, nos primeiros dias de fevereiro.

Fonte: Jornalistas Leandro Prazeres, Marina Motomura, Daniela Garcia e Bernardo Barbosa

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jan 19

TSE RECEBE RELATÓRIO DA FORÇA-TAREFA QUE ANALISA CHAPA DILMA-TEMER

O MINISTRO HERMAN BENJAMIN JÁ MARCOU AUDIÊNCIAS COM CINCO TESTEMUNHAS

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O MINISTRO HERMAN BENJAMIN JÁ MARCOU AUDIÊNCIAS COM CINCO TESTEMUNHAS

       O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu, na quarta-feira, 18, o relatório da força-tarefa que analisa irregularidades da chapa Dilma-Temer na campanha presidencial de 2014, com as informações obtidas nas buscas e apreensões realizadas em dezembro. O ministro Herman Benjamin, relator da ação – que pode levar à cassação do presidente Michel Temer -, já marcou audiências com cinco testemunhas. Os nomes e datas das pessoas que serão ouvidas ainda não foram confirmados.

     O relatório é sigiloso, mas as partes estão sendo intimadas para ciência, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Os nomes das testemunhas não foram divulgados.

    As buscas e apreensões foram determinadas pelo relator Herman Benjamin e foram cumpridas no dia 27 de dezembro por servidores do TSE e pela Polícia Federal, em Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina, em cerca de 20 locais – dentre eles, nas sedes das empresas Red Seg Gráfica, Focal e Gráfica VTPB, além de outras empresas subcontratadas por elas.

     O objetivo era verificar a capacidade de operação das empresas contratadas e a validade de documentos contábeis e fiscais, além da realização de entrevistas e a colheita de depoimentos. O trabalho se ateve às questões eleitorais, seguindo a determinação do ministro, que também decretou a quebra do sigilo fiscal de cerca de 15 pessoas físicas e jurídicas, cujos nomes não serão divulgados.

   Ainda não há data prevista para o ministro Benjamin apresentar o voto-relatório na ação de investigação judicial eleitoral, de número 1943-58.

Fonte: Redação/D&P

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jan 17

ENXURRADA DE DELAÇÕES: FORÇA-TAREFA ESTÁ PREPARADA PARA DELAÇÕES NO NÚCLEO POLÍTICO APÓS ODEBRECHT

LAVA JATO SE PREPARA PARA DELAÇÕES DE ASSESSORES DE POLÍTICOS

Fotos produzidas pelo Senado

LAVA JATO DEVE TER AUMENTO DE PROCURA POR COLABORAÇÃO PREMIADA ENTRE ASSESSORES E EX-FUNCIONÁRIOS DE POLÍTICOS, DELATADOS POR EMPREITEIRA À FORÇA-TAREFA (foto reprodução/internet)

     A mega delação premiada da Odebrecht – que envolve 77 executivos e aguarda homologação da Justiça – deve desencadear uma nova fase de colaborações na Operação Lava Jato: a do núcleo políticos da organização criminosa acusada de corrupção na Petrobrás.

   Procuradores da República, das forças-tarefas de Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro, estão preparados para um aumento da procura por acordos de delação, por assessores e ex-assessores de políticos, em especial, de parlamentares.

   “O maior espaço que se existe hoje para delações é para assessores de políticos e políticos. Quanto antes eles procurarem por um acordo, mais benefícios podem obter”, afirmou um investigador, em reservado.

   A Lava Jato, em Curitiba, fechou em três anos de investigações 71 delações premiadas. Dessas, apenas duas de políticos: a do ex-líder do PT no Senado Delcídio Amaral – que falou, após ser preso em flagrante – e a do ex-presidente da Transpetro e ex-deputado Sérgio Machado.

     Outro político que fez acordo de delação com a Lava Jato é o ex-deputado federal Pedro Corrêa, ex-líder do PP, condenado no mensalão, em 2012, e pelo juiz federal Sérgio Moro, no caso Petrobrás, em 2016. Sua delação, no entanto, aguarda homologação no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Organização. No decorrer das investigações da Lava Jato, quem buscou primeiro um acordo de colaboração dentro do seu núcleo de atuação na organização criminosa denunciada, acabou obtendo os melhores benefícios.

   “Os primeiros agentes públicos que procuraram a força-tarefa, ou os primeiros empresários, os primeiros operadores, foram dentro de seus núcleos de atuação, tiveram muito mais benefícios do que os outros. Assessores de políticos e políticos que tiveram envolvido com alguma corrupção, devem buscar a Procuradoria.”

   Segundo as investigações da Lava Jato, uma organização criminosa formada por quatro núcleos (político, agentes públicos, empresários e operadores) fraudou contratos da Petrobrás e desviou de 1% a 3% de propinas para políticos e partidos que fatiaram o comando da estatal e geraram um rombo de mais de R$ 40 bilhões, em 10 anos.

Fonte: Redação D&P

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jan 11

Rússia tem vídeos comprometedores de Trump, informa ‘CNN’

Os memorandos descrevem vídeos de prostitutas mantendo relações com Trump em uma visita que ele fez à Rússia em 2013

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ter dados financeiros e pessoais nas mãos dos russos. (Fonte: reprodução/internet)

      Chefes das agências de inteligência dos EUA informaram na semana passada ao presidente eleito Donald Trump que espiões russos acreditam ter dados pessoais e financeiros comprometedores contra ele. O alerta foi repassado também ao presidente Barack Obama, segundo a rede CNN. A veracidade das alegações não foi comprovada.

     Pelo Twitter, Trump disse que as notícias são falsas e “uma caça às bruxas total”. Os dados foram apresentadas em uma sinopse de duas páginas anexada ao relatório sobre a interferência russa na eleição de 2016. Os chefes de inteligência decidiram incluir a sinopse para demonstrar que a Rússia compilou informações potencialmente prejudiciais aos dois partidos, mas só divulgou informações contra Hillary Clinton e os democratas.

      Os dados se originam, em parte, de memorandos compilados por um ex-agente da inteligência britânica cujo trabalho é considerado confiável pelos americanos. O FBI investiga a credibilidade e a precisão das alegações, que têm como principal base informações de fontes russas que não deram mais detalhes dos memorandos sobre Trump.

     Os memorandos descrevem vídeos de prostitutas mantendo relações com Trump em uma visita que ele fez à Rússia em 2013. Os vídeos foram supostamente gravados com o objetivo de chantagear Trump no futuro. Os documentos também sugerem que funcionários russos propuseram lucrativos acordos, essencialmente oferecendo subornos para obter influência sobre Trump.

     As duas páginas também incluem indícios de que houve uma contínua troca de informações durante a campanha entre subordinados de Trump e intermediários do governo russo para discutir questões de interesse mútuo, incluindo a espionagem do Comitê Nacional Democrata.

     Os relatórios secretos foram apresentados na semana passada por quatro chefes da inteligência americana — James Clapper, diretor de Inteligência Nacional, James Comey, diretor do FBI, John Brennan, diretor da CIA, e Mike Rogers, diretor da NSA. O conteúdo foi repassada à CNN por funcionários com acesso ao relatório.

     Um dos motivos para os chefes de inteligência dos EUA tomarem a inédita decisão de incluir a sinopse foi deixar o presidente eleito ciente de que essas informações que o envolvem estão circulando entre agências de inteligência, membros de alto escalão do Congresso e outros funcionários do governo em Washington, disseram as fontes à CNN. A reportagem é assinada por um grupo de jornalistas que inclui Carl Bernstein, um dos que denunciaram o escândalo Watergate.

      A sinopse não é parte oficial do relatório da inteligência sobre a acusação de que a Rússia hackeou informações de Hillary e dos democratas, mas funcionários dizem que ela aumenta a evidência de que Moscou buscou prejudicar a candidatura da ex-secretária de Estado e ajudar Trump.

     A sinopse não dá detalhes sobre os métodos usados pelo ex-agente britânico para obter as informações. Segundo a CNN, a equipe de transição de Trump não quis comentar a informação, assim como o FBI e a Agência de Inteligência Nacional.

Fonte: Redação/Veja

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jan 11

PT QUER FICAR COM A CHAVE DO COFRE DA CÂMARA

PARTIDO QUER ASSUMIR SECRETARIA DA CÂMARA QUE TEM 5 R$ BILHÕES

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PT TENTA ACORDO PARA ASSUMIR PRIMEIRA-SECRETARIA DA CÂMARA, QUE TEM ORÇAMENTO DE 5 R$ BILHÕES.

       Após comandar o maior escândalo de corrupção da História, o PT articula acordo para apoiar a reeleição de Rodrigo Maia para presidente da Câmara. A exigência do partido é controlar a primeira-secretaria, que administra o orçamento de R$ 5,2 bilhões. Os petistas estão fora da Mesa Diretora desde 2015, quando Dilma deu ouvidos ao então ministro Aloizio Mercadante e fez o PT enfrentar Eduardo Cunha. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

    A primeira-secretaria tem poder: cuida do Orçamento da Câmara, da nomeação dos servidores comissionados, da posse de diretores etc.

     Com a eleição de Eduardo Cunha, o PT ficou pela primeira vez de fora da Mesa Diretora, desde 2003.

   O PT também não conseguiu comandar uma só comissão permanente da Câmara, cujos cargos fazem falta à militância hoje desempregada.

     O gabinete do primeiro-secretário da Câmara acomoda 17 cargos de até R$17 mil mensais, e ainda pode nomear dezenas de outros.

Fonte:Redação/D&P

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jan 03

STF determina quebra de sigilo telefônico de Gleisi Hoffmann

Um dos alvos da medida, publicitário diz a VEJA que presenciou pedido de dinheiro, na sede da Odebrecht, para a campanha da senadora

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Gleisi Hoffmann (PT-PR): dados telefônicos da senadora serão devassados na Operação Lava-Jato (foto reprodução/internet)

      Enquanto o acordo de delação premiada da Odebrecht não é homologado pelo Supremo Tribunal Federal, a Operação Lava-Jato avança nas investigações sobre políticos que receberam propinas da empreiteira. Para apurar se a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) recebeu dinheiro sujo da construtora, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos do petrolão na Corte, a quebra do sigilo telefônico da parlamentar. O pedido foi deferido no fim do ano passado.

      Conforme VEJA revelou há dois meses, Gleisi é suspeita de figurar na lista do setor de propinas da Odebrecht com o apelido “Coxa”. A ex-ministra da Casa Civil teria recebido meio milhão de reais em  dinheiro vivo durante sua campanha para o governo do Paraná em 2014. Documentos encontrados pela Polícia Federal na sede da empreiteira relacionam o codinome “Coxa” a um número de telefone e a um endereço em São Paulo onde funciona a agência Sotaque Publicidade e Propaganda. O dono da linha telefônica é Bruno Martins Gonçalves Ferreira, ex-sócio da Sotaque, empresa que era administrada pelo marqueteiro Oliveiros Domingos Marques Neto, responsável pela campanha fracassada de Gleisi em 2014.

      Procurado por VEJA, Bruno Martins Gonçalves esclareceu: “Caí de gaiato nessa história. Na verdade, o meu ex-sócio, Oliveiros Domingos, que estava cuidando da campanha da Gleisi em Curitiba, me pediu um favor: levar o Leones ( Dall’agnol, ex-chefe do gabinete de Gleisi Hoffmann) do aeroporto de Congonhas até o escritório da Odebrecht, em São Paulo. Na reunião que ocorreu na empresa e que acompanhei, foram pedidos recursos para a campanha da Gleisi, e o executivo da Odebrecht disse que iria ajudar. Não me lembro de terem discutido valores”. Bruno esclareceu, em depoimento prestado à Polícia Federal, que a reunião na sede da empreiteira foi conduzida por Fernando Migliaccio da Silva, executivo da empreiteira responsável pelo gerenciamento do departamento de propinas da companhia.

        A quebra de sigilo telefônico, autorizada por Teori, também se estende a Bruno Martins Gonçalves, a Leones Dall’agnol e a Fernando Migliaccio, um dos 77 delatores da Odebrecht. O objetivo dos investigadores é conferir se os suspeitos se comunicaram entre si e depois provar, a partir de dados da localização dos celulares, que eles se reuniram na sede da Odebrecht.

     Homem de confiança de Gleisi, Leones Dall’agnol integrou o conselho de administração dos Correios, presidido pelo ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo, marido da senadora petista. O ex-chefe de gabinete da senadora petista teria embolsado uma propina de 600 000 reais de contratos dos Correios, segundo delação do ex-vereador do PT Alexandre Romano, conhecido como Chambinho.

      Em setembro, Gleisi e Paulo Bernardo se tornaram réus na Lava-Jato após o STF aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República que os acusa de terem praticado os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com os investigadores, a senadora teria recebido 1 milhão de reais em propina da diretoria de abastecimento da Petrobras para a sua campanha eleitoral ao Senado em 2010. O casal nega as acusações.

      Procurada por VEJA, a senadora Gleisi Hoffmann disse por meio de sua assessoria que desconhece as informações da investigação.

Fonte: Jornalista Thiago Bronzatto/Veja

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