Arquivo por categoria: Polícia

abr 15

PGR pede acesso aos dados de entrada do Palácio do Jaburu

Solicitação aceita pelo ministro Fachin, relator da Lava Jato no STF, foi feita após delator da Odebrecht relatar reunião no local para acerto de repasses.

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Via de acesso ao Palácio do Jaburu, em Brasília (foto: reprodução/internet)

     O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a Procuradoria-geral da República (PGR) solicite os dados de entrada no Palácio do Jaburu, residência oficial do presidente Michel Temer, no dia 28 de maio de 2014.

     A data foi citada pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, em acordo de delação premiada, e consta em inquérito aberto contra os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

     No dia em questão, Melo Filho relata que houve um jantar no Jaburu com a presença do ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, Padilha e Temer. Ali teria sido feito um pedido de repasse de 10 milhões de reais, sob pretexto de financiar a campanha eleitoral de 2014.

       Em seu depoimento, Marcelo confirmou o pedido e declarou que 6 milhões de reais seriam destinados a Paulo Skaf e outros 4 milhões de reais à campanha de Temer à vice-presidência.

      “Temer nunca mencionou para mim os R$ 10 milhões, mas obviamente que no jantar ele sabia. Acertei com isso e acertei com o Padilha que dos 10, 6 iriam para o Paulo”, afirmou Marcelo, que ainda avaliou que ‘Temer não falaria de dinheiro’, nem com ele, ‘nem com a esposa, nem com ninguém’.

    De acordo com a Procuradoria, “há fortes elementos que indicam a prática de crimes graves, consistente na solicitação por Eliseu Padilha e Moreira Franco de recursos ilícitos em nome do PMDB e de Michel Temer, a pretexto de campanhas eleitorais”.

Investigação

     Após as delações premiadas da Odebrecht, o próximo passo dos investigadores será verificar as informações dos depoimentos. No inquérito sobre os ministros de Temer, Fachin autorizou ainda levantamento sobre emendas parlamentares propostas por Padilha, na época em que foi parlamentar; o levantamento das obras da Odebrecht relacionadas ao cargo ocupado por Moreira na Secretaria de Aviação Civil e a oitiva do advogado José Yunes, amigo de Temer e ex-assessor especial do presidente.

     Apesar de não poder ser investigado por atos anteriores ao mandato de presidente, Temer é citado em outro inquérito, aberto para investigar o senador Humberto Costa (PT-CE). “A investigação deve tramitar em conexão com a do senador Humberto Costa, com exceção do atual presidente da República, Michel Temer. Isso porque ele possui imunidade temporária à persecução penal”, disse o procurador-geral Rodrigo Janot no pedido de abertura de inquérito.   

      O ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial Márcio Faria da Silva, disse em seu acordo de delação que Temer comandou em 2010, quando candidato a vice-presidente da República, uma reunião na qual se acertou pagamento de propina de 40 milhões de dólares ao PMDB. O valor era referente a 5% de um contrato da empreiteira com a Petrobras.

     Em depoimento gravado, Silva disse que o encontro se deu no escritório político de Temer, em Alto de Pinheiros, em São Paulo, em 15 de julho daquele ano.

O que diz o Planalto

      Por meio de nota, o Palácio do Planalto reforçou que Temer jamais tratou de “negócios escusos”. “Como reiterado em outras ocasiões, o presidente contesta de forma categórica qualquer envolvimento do seu nome em negócios escusos.” O texto diz ainda que Temer “nunca atuou em defesas de negócios particulares, nem defendeu pagamentos de valores indevidos a terceiros”.

      Em vídeo publicado nas redes sociais do Planalto na quinta, Temer admite que fato que participou de uma reunião, em 2010, com Marcelo Odebrecht, mas nega que tenha solicitado propina. “A mentira é que nessa reunião eu teria ouvido referência a valores financeiros ou a negócios escusos da empresa com políticos”, afirma o peemedebista no vídeo.

  A defesa do ministro Eliseu Padilha, representada pelo criminalista Daniel Gerber, já se manifestou dizendo que “todo e qualquer conteúdo de investigações será debatido exclusivamente dentro dos autos”. O ministro Moreira Franco declarou, por meio de assessores, que não vai comentar a abertura de inquérito contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: Redação/Veja

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abr 15

DEPARTAMENTO DE PROPINA DA ODEBRECHT GIROU US$ 3,37 BILHÕES EM 9 ANOS

TUDO ISSO ROUBADO NOS GOVERNOS LULA E DILMA, DE 2006 A 2013

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DELATOR DISSE QUE ALERTOU MARCELO SOBRE O VOLUME DE RECURSOS ILÍCITO.

O executivo Hilberto Mascarenhas, um dos delatores da Odebrecht, entregou à Operação Lava Jato, uma tabela com o valor total movimentado pelo Setor de Operação Estruturadas, o departamento de propina da empreiteira. Entre 2006 e 2014, foram girados aproximadamente US$ 3,37 bilhões.

Os anos de 2012 e 2013 tiveram a maior movimentação de recursos ilícitos: US$ 730 milhões. Em 2014, ano da deflagração da Lava Jato, o setor diminuiu os repasses, chegando a US$ 450 milhões.

Em anexo da delação premiada, entregue por Hilberto Mascarenhas à Lava Jato, o delator afirma que a partir de 2009, passou a alertar Marcelo Odebrecht sobre o volume de recursos ilícitos.

“Ressalte-se que apesar ela área ter sido criada com o intuito ele controlar e dar segurança às operações ele pagamento ele propina ela Odebrecht, desde 2009 passei a alertar Marcelo que o volume ele recursos estava crescendo ele forma brutal e por mais que criássemos mecanismos ele segurança, operações estruturadas para pagamento, apenas pelo tamanho cio volume ele recursos e pela quantidade ele pessoas cada vez maior que tinha envolvimento com a área era impossível garantir a segurança”, relatou.

Hilberto Mascarenhas trabalhou na Odebrecht por 40 anos por ‘predomínio na área financeira’. Em 2006, relatou, estava na tesouraria da Odebrecht S.A sem programa específico, quando foi ‘intimado’ por Marcelo Odebrecht, que na época era o presidente da Construtora Norberto Odebrecht, para assumir a área de Operações Estruturadas, subordinada a ele.

O delator afirmou que ’em princípio’, relutou a aceitar o cargo ‘tendo em vista a grande exposição e risco’ que o trabalho traria, mas ‘depois de alguma insistência’, aceitou a proposta. Hilberto afirmou que haveria ‘remuneração e pelos benefícios que passaria a ter, tais como carro com motorista, apartamento em São Paulo para trabalho e passagem de volta a Salvador nos finais de semana’, onde residia a família.

Segundo Hilberto, a área fazia duas formas de pagamentos: em espécie no Brasil e em depósito bancário em contas no exterior. Os repasses no País eram entregues em ‘pacotes/mala de dinheiro em locais predeterminados’. As transferências bancárias no exterior eram feitas a partir de offshores não declaradas.

A partir ele 2009, informou o delator à Lava Jato, Marcelo Odebrecht delegou aos Líderes Empresariais (“LEs”) a responsabilidade pela aprovação dos pagamentos relacionados às suas respectivas áreas/empresas. Os principais LEs solicitadores de pagamentos, afirmou, eram Benedicto Junior, Márcio Faria, Ernesto Baiardi, Henrique Valadares, Luiz Mameri e Fernando Reis, além do próprio Marcelo Odebrecht, que também fazia solicitações. 

Fonte: Redação/D&P

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abr 09

Moro: Corrupção eleitoral é mais grave que enriquecimento ilícito

Juiz da Lava Jato participou neste sábado de conferência na Universidade Harvard, nos EUA, que também contou com a participação da ex-presidente Dilma

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(Foto reprodução internet)

      Em palestra neste sábado, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, defendeu que corrupção eleitoral é ainda mais grave que enriquecimento ilícito. Moro participou da terceira edição do evento Brazil Conference 2017, promovido pela Universidade Harvard e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts na cidade de Cambridge (MIT), nos Estados Unidos. Horas antes, a ex-presidente Dilma Rousseff também discursou – e se recusou a responder perguntas sobre o juiz federal.

      O juiz da Lava Jato começou a palestra dizendo que relutou em aceitar o convite do evento, pois “o trabalho está muito puxado.” E seguiu com considerações sobre as origens da corrupção no país: “Não dá para dizer que todo mundo é corrupto no Brasil, mas o caso impacta em muito o País. Por mais que o fenômeno seja amplo, reiterado e pareça como condição natural, doença dos trópicos, é evidente que ele é produto de uma fraqueza cultural e institucional”.

      Para Moro, o combate à corrupção tem avançado devido, sobretudo, à disposição do Judiciário de não varrer mais nada para baixo do tapete. Mas ele enfatizou que os demais poderes precisam se mexer: “Falta uma atuação mais incisiva do Congresso e do Executivo. E essas propostas de anistia não ajudam.”

      O juiz avaliou que a série de escândalos não envergonha o país, desde que os casos sejam trazidos à Justiça. “A exposição da corrupção publica é uma honra para a nação. A vergonha existe na tolerância, não na correção”, comentou, fazendo referência a uma declaração do presidente americano Theodore Roosevelt.

     Questionado sobre os projetos para punir abuso de poder, Moro ponderou: “Nenhuma autoridade é a favor de abuso de autoridade, mas uma coisa é ser processado por isso, e outra é ser processado por interpretar a lei de outro jeito. Juiz deve ser livre para interpretação, sem sofrer retaliação”.

      Durante a palestra de quase duas horas, o juiz também tratou de corrupção e caixa 2 em campanha eleitoral. “A mim causa estranheza a distinção entre a corrupção eleitoral e enriquecimento ilícito. A corrupção eleitoral é até mais grave, porque, no caso do enriquecimento ilícito, você coloca o dinheiro na Suíça e não prejudica mais ninguém. Agora, usar dinheiro de corrupção para ganhar uma eleição vai atrapalhar mais gente”, disse. “Caixa 2 é crime contra a democracia.”

     O juiz finalizou lembrando que o país já venceu diversas crises no passado: “O Brasil conseguiu superar graves desequilíbrios. Não podemos nos conformar com nossos problemas e nossos vícios”.

    A ex-presidente Dilma Rousseff, a fundadora do partido REDE e ex-candidata à presidência da República, Marina Silva, e o ex- presidente do Banco Central, Armínio Fraga, também participaram da conferência.

Fonte: Redação/Veja

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abr 02

PARTIDOS GASTAM 10% DO FUNDO EM LUXO E JATINHOS

ATÉ 10% DO FUNDO PARTIDÁRIO USADO ATÉ PARA COMPRAR AERONAVES

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PRESIDENTE DO PSDB, AÉCIO É UM DOS QUE USA DINHEIRO DO FUNDO PARA FRETAR AERONAVES (foto: Reprodução/Internet)

     Os políticos recebem cerca de R$ 1 bilhão por ano do Fundo Partidário, retirado do bolso dos contribuintes para a “manutenção” dos partidos, mas gastam esse dinheiro como querem. Principalmente para bancar seus luxos, como alugar e até comprar jatinhos. Em 2014, o presidente do Pros, Eurípedes Júnior, usou R$ 400 mil do Fundo para comprar um avião. Em 2015, ele comprou um helicóptero por R$ 2,4 milhões. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

     O Fundo Partidário mais que dobrou após a reeleição de Dilma: de R$313,5 milhões em 2014 passou para R$ 811,2 milhões em 2015.

     Em fevereiro, um pouso de emergência em São Paulo flagrou a rotina no aluguel de jatinhos para uso do presidente do PSDB, Aécio Neves.

     O PSOL, espécie de PT de antigamente, usou em “transporte” R$1,48 milhão dos R$ 14,8 milhões que recebeu do Fundo Partidário.

    Em valores absolutos, o PDT do aloprado Carlos Lupi foi o que mais teve gastos com viagens e hospedagens em um ano: R$ 1,73 milhão.

Fonte: Redação/D&P

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mar 25

A carne nem é fraca, mas o estrago é forte

Brasil demorou mais de uma década para conquistar os mercados mais exigentes e agora corre o risco de sofrer prejuízos bilionários com embargo estrangeiro

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     Os últimos anos foram celebrados como os melhores para a indústria de carnes do Brasil. Depois de décadas tentando derrubar barreiras de entrada em mercados importantes, os frigoríficos brasileiros conseguiram chancela para vender nos Estados Unidos, China e Japão, por exemplo. Agora, com a revelação dos casos de corrupção de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da prisão de funcionários das empresas investigadas, o Brasil pode perder espaços importantes conquistados.

     Matéria de VEJA desta semana detalha bastidores da operação montada pelo governo Temer para tentar administrar a crise desencadeada pela operação Carne Fraca, a tentativa diplomática de convencer os parceiros de exportação internacionais a não barrar os produtos brasileiros e a provável dificuldade a ser enfrentada pelo Brasil para continuar negociando acordos comerciais já em andamento. Se a crise continuar na toada em que está e a China e outros principais importadores de carne mantiverem a suspensão das carnes, o prejuízo poderá chegar a 1,5 bilhão de dólares, segundo números apresentados pelo ministro Blairo Maggi, da Agricultura. Apesar de empresas grandes, como JBS e BRF, estarem enroscadas no escândalo, as maiores perdas devem ser dos produtores locais.

Fonte: Jornalista Bianca Alvarenga/ Robson Bonin

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mar 21

‘ “OPERAÇÃO CITROS”, é deflagrada na cidade de Ilhéus Bahia.

O MP está realizando uma operação de combate FRAUDES E SUPERFATURAMENTO em licitações e contratos em ILHÉUS.

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      Seis pessoas, dentre empresários e funcionários públicos, foram presas em uma operação deflagrada pelo Ministério Público estadual na madrugada desta terça-feira, dia 21, no município de Ilhéus, para desmantelar um grupo criminoso que praticava fraudes e superfaturamento em procedimentos licitatórios e contratos realizados pela Prefeitura Municipal de Ilhéus. Denominada “OPERAÇÃO CITROS”, a ação é realizada pela 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e suporte operacional da Polícia Civil, através do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACO) e do Departamento de polícia do Interior(DEPIN).

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    Foram presos ENOCK ANDRADESILVA, LUCIVAL BOMFIM ROQUE, JAMIL CHAGOURI OCKÉ,e KÁCIO CLAY SILVA BRANDÃO.

    Além dos seis mandados de prisão, foram cumpridos seis mandados de condução coercitiva e 27 mandados de busca e apreensão.

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   apurado em investigação realizada pelo MP, o grupo opera desde 2009 celebrando contratos com o Município de Ilhéus para o fornecimento de bens diversos utilizando as rubricas genéricas de “GÊNEROS ALIMENTÍCIOS” e “MATERIAIS DE EXPEDIENTES/ESCRITÓRIO”. 

     O esquema contava com a participação de agentes públicos do primeiro escalão do governo municipal e, conforme comprovado no período da investigação, as empresas envolvidas receberam mais de 20 milhões decorrentes de contratos com a Prefeitura Municipal de Ilhéus.

     As empresas são a MARILEIDE S. SILVAde Ilhéus, MARIANGELA SANTOS SILVA de Ilhéus EPP, THAYANE L. SANTOS MAGAZINE ME, ANDRADE MULTICOMPRAS e GLOBAL COMPRA FÁCIL EIRELI-EPP, todas geridas por ENOCH ANDRADE SILVA.

 Também foi identificada a participação doa empresário NOEVAL SANTANA DE CARVALHO, que celebrava contratos irregulares com o Poder Público para fornecimento de merenda escolar.

Fonte: M.P.

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mar 19

‘CARNE FRACA’: GOVERNO SUSPEITA DE ESPIONAGEM

‘CARNE FRACA': ESCÂNDALO PODE BANIR BRASIL DO MERCADO MUNDIAL

carne boniva foto ebc

 

     O envolvimento de empresas como JBS e BRF na Operação Carne Fraca, acusadas de subornar fiscais para vender produtos adulterados, pode levar o Brasil a ser banido do mercado. No governo há a suspeita até de “espionagem industrial” manipulando gerentes e fiscais corruptos para sabotar o produto brasileiro. Mas, ainda que tenham “armado”, a adulteração criminosa de carnes foi constatada. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

      O Brasil produz 15% da carne consumida no mundo, por isso seus concorrentes celebraram tanto as notícias da operação de ontem.

     Só o grupo JBS tem 235.000 funcionários em 150 países. A subsidiária da JBS nos Estados Unidos emprega 78 mil pessoas.

    Já a BRF, dona da Sadia e da Perdigão, tem 54 fábricas em sete países (inclusive o Brasil), somando 105 mil funcionários.

     As empresas da JBS-Friboi investigadas na Operação Carne Fraca, fizeram mais de R$ 393 milhões em doações nas eleições de 2014.

Fonte: Redação/D&P

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mar 05

CONGRESSO ‘TRAVA’ 12 PROPOSTAS SOBRE O FIM DA PRERROGATIVA DE FORO

SENADORES E DEPUTADOS ‘SEGURAM’ PROJETOS ACABANDO BLINDAGEM

Congresso Nacional foto arquivo ebc

HÁ PARLAMENTARES QUE ADMITEM ABERTAMENTE QUE SERÁ DIFÍCIL A MATÉRIA AVANÇAR (Foto: Reprodução/Intenet)

      Uma das principais bandeiras dos protestos de rua marcados para o dia 26 deste mês, o fim do foro privilegiado está emperrado no Congresso Nacional. Lideranças da Câmara e do Senado não se mostram dispostas a acelerar a tramitação das Propostas de Emendas à Constituição (PECs) que extinguem o direito a que autoridades sejam julgadas por tribunais.

      Mesmo em meio às discussões sobre restrição da prerrogativa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e na iminência da divulgação das delações da Odebrecht que devem implicar dezenas de deputados e senadores, os parlamentares temem que, sem foro, possam ficar sujeitos a investigações conduzidas por magistrados de primeira instância, como o juiz Sérgio Moro.

     A reação do Congresso a uma eventual mudança na prerrogativa pelo STF foi escancarada na semana passada quando o líder do governo no Congresso e presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), disse que não pode haver uma “suruba selecionada”. A principal justificativa pública de parlamentares para não levar adiante a proposta é que, sem qualquer espécie de modulação da prerrogativa, a iniciativa não passará.

      As PECs em tramitações mais avançadas nas Casas querem acabar com o foro. A maioria dos congressistas, porém, defende que determinadas autoridades, como presidentes de Poderes, ou medidas de força, como o cumprimento de pedidos de prisão ou de busca e apreensão, sejam investigados ou decretados por tribunais.

     Há parlamentares que admitem abertamente que será difícil a matéria avançar. “No momento de confusão, nunca sai uma legislação boa”, disse o líder do PP na Câmara, Arthur Lira (AL), que, pessoalmente, se diz a favor de restringir o foro.

   Na Câmara, o provável presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), adiantou que tentará pautar uma do pacote de 12 PECs sobre o tema – a mais antiga delas de 2005. “Se houver um anseio popular e há manifestações do STF de decidir sobre o assunto, não tem como o Congresso não discutir.”

     Essa iniciativa, contudo, não tem ampla simpatia dos deputados. Para tentar viabilizar sua aprovação, o autor da última das propostas que trata do assunto, Celso Maldaner (PMDB-SC), admite mudar seu texto sobre fim do foro irrestrito para deixar apenas 15 autoridades no STF: os ministros da Corte e os presidentes da República, da Câmara e do Senado, além do procurador-geral da República. 

     Judiciário. O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Trípoli (SP), cobra o envolvimento dos magistrados para encontrar o melhor formato para o foro. “Quem julga é o Judiciário, nós fabricamos as leis. É razoável discutir para que haja celeridade nos julgamentos”, disse o tucano.

    Se passar na CCJ, a proposta terá de ir a uma comissão especial e, posteriormente, ao plenário da Casa. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que, se a PEC avançar, vai colocá-la para votar. “Não há problema em pautar nenhuma matéria. Essa discussão pode acontecer a qualquer momento”, disse. Aprovada em dois turnos com ao menos 308 dos 513 votos, a matéria vai para o Senado.

       Na outra Casa, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) tem tentado, sem grande sucesso até o momento, buscar apoio dos líderes para colocar em votação no plenário uma PEC que acaba totalmente com o foro e foi aprovada pela CCJ em novembro passado. Ele precisa do apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores para garantir a inclusão da PEC na pauta. Por ora, ele só conseguiu o apoio de nove. O presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), tem dito em conversas que esse assunto, por ora, está fora da agenda.(AE)

Fonte: Redação/D&P

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fev 19

PERU ENSINA AO BRASIL COMO PUNIR A CORRUPÇÃO

LÁ, EMPRESAS CORRUPTAS SÃO BANIDAS; AQUI, CONTINUAM FATURANDO

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O PRESIDENTE PERUANO PEDRO PABLO KUCZYNSKI TAMBÉM CRIOU PREMIAÇÃO PARA SERVIDORES HONESTOS QUE DENUNCIEM CORRUPÇÃO.

 

    No Brasil, enquanto negociam “acordos de leniência”, empresas que roubaram a Petrobras receberam R$1 bilhão do governo em 2016.

     O presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski também criou premiação para servidores honestos que denunciem casos de corrupção.

   A Justiça já desbloqueou os bens de empresas, como a Odebrecht, acusadas de roubar a Petrobras. Logo poderão ser contratadas.

Fonte: Redação/D&P

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fev 17

LEVIATÃ INVESTIGA 5 SENADORES POR CORRUPÇÃO, LAVAGEM E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

ESTES SÃO OS PRINCIPAIS INVESTIGADOS NA NOVA FASE DA LAVA JATO

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A OPERAÇÃO LEVIATÃ FOI ORDENADA PELO STF POR INVESTIGAR SENADORES PROTEGIDOS POR FOTO PRIVILEGIADO.

      Os senadores Edison Lobão (MA), Renan Calheiros (AL), Jáder Barbalho (PA), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO), todos do PMDB, são investigados no inquérito que resultou na Operação Leviatã, da Polícia Federal, que cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços de Márcio Lobão, filho do ex-ministro de Minas e Energia dos governos Lula e Dilma e atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e o ex-senador Luiz Otávio Campos, apadrinhado político e amigo pessoal de Barbalho e Calheiros. Todos são investigados por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

    A nova fase da Lava Jato determinada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. A investigação apura corrupção nas obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. Batizada de Leviatã, em alusão ao livro do filósofo Thomas Hobbes, a operação investiga pagamento de propina de 1% sobre o valor dos contratos assinados pelas obras de Belo Monte a partidos políticos envolvidos na liberação do projeto da hidrelétrica. A suspeita é de que as empresas que integram o consórcio responsável pela obra fizeram o pagamento.

        A investigação teve início com a delação premiada do senador cassado Delcídio Amaral. Em seu acordo, Delcídio afirmou que 1% do valor do contrato da usina de Belo Monte ficou com o PMDB. Na colaboração, ele citou repasses também para o PT, mas a operação de ontem se concentrou em nomes ligados ao PMDB. A investigação sobre os petistas tramita na Justiça Federal no Paraná. or da Lava Jato no STF desde a morte de Teori Zavascki, Fachin

     Apesar de ser o novo relat já era o responsável pela relatoria das investigações sobre Belo Monte – que ficaram desmembradas na Corte das demais apurações que envolviam o esquema na Petrobrás.

     Segundo Delcídio, Jader e Lobão exerciam influência sobre várias estatais e grandes obras, entre elas, a usina no Rio Xingu, no Pará. Márcio e Luiz Otávio, por sua vez, foram citados na delação do ex-executivo da Andrade Gutierrez Flávio Barra como destinatários de pagamentos realizados pela empreiteira pelas obras de Belo Monte e também pela usina de Angra 3. 

     Conforme relator do ex-diretor da Andrade Gutierrez, integrante do consórcio construtor de Belo Monte, entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões foram repassados ao senador Edison Lobão pelas obras de Angra 3 e R$ 600 mil da usina hidrelétrica. De acordo com oo L delator, o valor relacionado a Belo Monte foi entregue, em espécie, na casa de Márciobão.

       O filho do ex-ministro de Minas e Energia nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff também foi citado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Em acordo de delação premiada, Machado disse que os valores destinados a Edison Lobão eram entregues em um escritório no Rio indicado por Márcio.

Quadros
     Na busca e apreensão na residência de Márcio Lobão no Rio, a Polícia Federal apreendeu cerca de 1,2 mil quadros. O filho de Lobão é presidente da Brasilcap, braço de planos de capitalização do Banco do Brasil, há 10 anos. Sua mulher, Marta Martins Fadel, chegou a ser lotada no gabinete de Lobão no Senado, entre 2001 e 2003. Ela é filha do advogado Sergio Fadel, um dos maiores colecionadores de arte do País.

     Durante as buscas os  agentes não levaram os quadros, mas catalogaram peça por peça. Eles também acharam dinheiro em espécie na residência e no escritório de Márcio, num total de R$ 40 mil em várias moedas. Na residência do ex-senador do PMDB Luiz Otávio Campos, policiais federais encontraram R$ 135 mil em espécie.

Fonte: Redação/D&P

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fev 16

Prefeitura remove cabana irregular na Praia do Sul

Prefeitura remove cabana irregular na Praia do Sul

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      O serviço de fiscalização integrada da Prefeitura de Ilhéus demoliu, após a devida notificação, na quarta-feira, dia 14, uma cabana de praia instalada irregularmente na Praia do Sul, em frente ao hotel Aldeia da Praia, à margem da rodovia Ilhéus-Olivença. O responsável pela instalação foi notificado quanto à irregularidade, tendo recebido prazo de 48 horas para a retirada do equipamento.

02- BARRACA IRREGULAR - FOTO SEPLANDS 31- BARRACA IRREGULAR - FOTO SEPLANDS

     A barraca removida na Praia do Sul não obedecia ao mínimo padrão em termos de instalações e serviços exigido para o comércio no local, além de ter sido implantada à beira da praia. O serviço de fiscalização da secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável informou que a fiscalização na área será intensificada nos próximos dias, no sentido de coibir outras infrações.

Fonte: SECOM/P.M.Ilhéus

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fev 14

PM PRIMEIROS INQUÉRITOS CONTRA AMOTINADOS, MAS NADA DIZ SOBRE O RESTANTE

PM ABRE 703 INQUÉRITOS CONTRA ‘GREVE’ COVARDE, MAS, E OS OUTROS?

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COM A PM DE BRAÇOS CRUZADOS, O BANDITISMO TOMOU CONTA DAS RUAS, COMO EM SERRA. (Foto: reprodução/internet)

    Os primeiros 161 serão alvo de Inquéritos Policiais Militares (IPMs) que deflagra o processo de demissão de envolvidos no crime de motim iníciado no dia 3. Caso sejam condenados, os militares podem pegar de 8 a 20 anos de prisão.

      A Corregedoria da PM vai conduzir os inquéritos, que devem estar concluídos em 30 dias, para serem encaminhados à Auditoria Militar, que por sua vez deve venviar o processo para análise da Promotoria de Justiça.

    Segundo o Ministério Público Estadual, cabe a um promotor avaliar cada inquérito e decidir se denuncia os militares e propõe uma ação penal ou se arquiva os casos.

   Além disso, de acordo com a Sesp, serão publicados o “Procedimento Administrativo Disciplinar Rito Ordinário”, para quem tem menos de 10 anos de PM, ou Conselho de Disciplina, para quem tem mais de 10 anos de PM, dos policiais militares.

Fonte: Redação/D&P

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