Arquivo por tag: ODEBRECHT

abr 15

DEPARTAMENTO DE PROPINA DA ODEBRECHT GIROU US$ 3,37 BILHÕES EM 9 ANOS

TUDO ISSO ROUBADO NOS GOVERNOS LULA E DILMA, DE 2006 A 2013

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DELATOR DISSE QUE ALERTOU MARCELO SOBRE O VOLUME DE RECURSOS ILÍCITO.

O executivo Hilberto Mascarenhas, um dos delatores da Odebrecht, entregou à Operação Lava Jato, uma tabela com o valor total movimentado pelo Setor de Operação Estruturadas, o departamento de propina da empreiteira. Entre 2006 e 2014, foram girados aproximadamente US$ 3,37 bilhões.

Os anos de 2012 e 2013 tiveram a maior movimentação de recursos ilícitos: US$ 730 milhões. Em 2014, ano da deflagração da Lava Jato, o setor diminuiu os repasses, chegando a US$ 450 milhões.

Em anexo da delação premiada, entregue por Hilberto Mascarenhas à Lava Jato, o delator afirma que a partir de 2009, passou a alertar Marcelo Odebrecht sobre o volume de recursos ilícitos.

“Ressalte-se que apesar ela área ter sido criada com o intuito ele controlar e dar segurança às operações ele pagamento ele propina ela Odebrecht, desde 2009 passei a alertar Marcelo que o volume ele recursos estava crescendo ele forma brutal e por mais que criássemos mecanismos ele segurança, operações estruturadas para pagamento, apenas pelo tamanho cio volume ele recursos e pela quantidade ele pessoas cada vez maior que tinha envolvimento com a área era impossível garantir a segurança”, relatou.

Hilberto Mascarenhas trabalhou na Odebrecht por 40 anos por ‘predomínio na área financeira’. Em 2006, relatou, estava na tesouraria da Odebrecht S.A sem programa específico, quando foi ‘intimado’ por Marcelo Odebrecht, que na época era o presidente da Construtora Norberto Odebrecht, para assumir a área de Operações Estruturadas, subordinada a ele.

O delator afirmou que ’em princípio’, relutou a aceitar o cargo ‘tendo em vista a grande exposição e risco’ que o trabalho traria, mas ‘depois de alguma insistência’, aceitou a proposta. Hilberto afirmou que haveria ‘remuneração e pelos benefícios que passaria a ter, tais como carro com motorista, apartamento em São Paulo para trabalho e passagem de volta a Salvador nos finais de semana’, onde residia a família.

Segundo Hilberto, a área fazia duas formas de pagamentos: em espécie no Brasil e em depósito bancário em contas no exterior. Os repasses no País eram entregues em ‘pacotes/mala de dinheiro em locais predeterminados’. As transferências bancárias no exterior eram feitas a partir de offshores não declaradas.

A partir ele 2009, informou o delator à Lava Jato, Marcelo Odebrecht delegou aos Líderes Empresariais (“LEs”) a responsabilidade pela aprovação dos pagamentos relacionados às suas respectivas áreas/empresas. Os principais LEs solicitadores de pagamentos, afirmou, eram Benedicto Junior, Márcio Faria, Ernesto Baiardi, Henrique Valadares, Luiz Mameri e Fernando Reis, além do próprio Marcelo Odebrecht, que também fazia solicitações. 

Fonte: Redação/D&P

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fev 19

PERU ENSINA AO BRASIL COMO PUNIR A CORRUPÇÃO

LÁ, EMPRESAS CORRUPTAS SÃO BANIDAS; AQUI, CONTINUAM FATURANDO

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O PRESIDENTE PERUANO PEDRO PABLO KUCZYNSKI TAMBÉM CRIOU PREMIAÇÃO PARA SERVIDORES HONESTOS QUE DENUNCIEM CORRUPÇÃO.

 

    No Brasil, enquanto negociam “acordos de leniência”, empresas que roubaram a Petrobras receberam R$1 bilhão do governo em 2016.

     O presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski também criou premiação para servidores honestos que denunciem casos de corrupção.

   A Justiça já desbloqueou os bens de empresas, como a Odebrecht, acusadas de roubar a Petrobras. Logo poderão ser contratadas.

Fonte: Redação/D&P

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dez 29

ODEBRECHT É MÁQUINA DE SUBORNO BRASILEIRA, AFIRMA O FINANCIAL TIMES

ODEBRECHT É MÁQUINA DE SUBORNO BRASILEIRA, AFIRMA O FINANCIAL TIMES

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JORNAL BRITÂNICO CITA PAGAMENTO PARA POLÍTICOS E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS QUE SE ESTENDE DE BRASÍLIA A MAPUTO, EM MOÇAMBIQUE (Foto reprodução/internet)

     Numa longa reportagem com várias fotos e gráficos, o site do jornal britânico Financial Times trouxe nesta quarta-feira, 28, mais um recorte da corrupção no Brasil. Com o título Odebrecht: uma máquina de suborno brasileira, a publicação cita que uma multa recorde por pagamentos ilegais levanta esperança de um fim para uma cultura de impunidade no País.

    O periódico lembra que a empreiteira foi responsável pela renovação do estádio do Maracanã (Rio de Janeiro) para a Copa 2014, desenvolveu uma das maiores hidrelétricas da África e construiu um porto de US$ 1 bilhão em Cuba. “Mas agora a Odebrecht, o maior grupo de construção da América Latina, corre o risco de ser mais conhecida por criar uma das maiores máquinas de suborno da história corporativa.”

      O FT cita que, na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos descreveu a operação, que canalizou quase US$ 788 milhões para políticos e funcionários de uma dúzia de países, como um “esquema de corrupção e suborno incomparável”. A empresa terá agora que pagar uma multa recorde de pelo menos US$ 3,5 bilhões. O escândalo que destruiu a Odebrecht e ameaça derrubar políticos no Brasil teve um início discreto na divisão de operações estruturadas da empresa.

     Com trechos de depoimentos da secretária da empresa Maria Tavares, o jornal cita pagamento para políticos e funcionários públicos que se estende de Brasília a Maputo, em Moçambique. A operação, que teve início em 2001, era sofisticada, conforme descreve o Financial Times. Contava com computadores e sistemas de e-mail separados, códigos para beneficiários e, mais tarde, até a compra de um banco, o Antígua, onde os corruptos podiam abrir contas e receber pagamentos diretos.

     A publicação dá mais detalhes sobre como as operações ocorriam e comenta que sua existência por tanto tempo e em tantos locais tem abalado a realização de negócios do Brasil. “Jamais o sistema político e econômico foi atingido tão profundamente”, disse o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ao FT.

     A reportagem também salienta que, como muitos pagamentos foram feitos por meio de sistemas bancários legítimos, o escândalo também levanta questões sobre requisitos globais de conformidade, particularmente no mundo em desenvolvimento, onde a Odebrecht pagou dezenas de altos funcionários públicos. Segundo o jornal, o episódio também é uma ameaça para o governo do presidente Michel Temer, que tenta reativar a economia.

    O periódico informa aos leitores que depoimentos detalhados foram dados por cerca de 80 executivos da empreiteira, incluindo seu ex-presidente executivo da família fundadora, Marcelo Odebrecht. O conteúdo ainda não foi divulgado. Vazamentos, no entanto, citam implicação de Temer e do PMDB, que negam envolvimento. “A investigação da Odebrecht e uma investigação mais ampla sobre a corrupção por grupos de construção e políticos na estatal Petrobras, conhecida como Lava Jato, estão mudando a cultura da impunidade no Brasil”.

     O FT traz também um pequeno perfil de Marcelo Odebrecht, neto do alemão Norberto, que fundou a empresa. O grupo, cita a reportagem, emprega 128 mil pessoas de 70 nacionalidades e opera projetos que vão desde portos, barragens, redes de metrô, rodovias e uma base de submarinos nucleares em países como Estados Unidos, Angola e Panamá.

Fonte: Redação/D&P

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dez 18

“FIM DO MUNDO” se aproxima!

ZAVASCKI RECEBE SEGUNDA-FEIRA TODOS AS 800 DELAÇÕES DA ODEBRECHET

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       Já estão concluídos os cerca de 800 depoimentos de 77 ex-executivos da Odebrecht que firmaram acordo de delação premiada com a Justiça.. Todo o material será cevado a uma sala, no terceiro andar do prédio principal do Supremo Tribunal Federal, à qual somente terá acesso, além do ministro Teori Zavaski, relator da Lava Jato, assessores e juízes da equipe.

    O trabalho do Ministério Público Federal foi concluído na madrugada deste sábado,  e tudo está gravado em vídeo.

     Juízes auxiliares serão acionados para analisar todo o material – que será entregue ao STF nesta segunda-feira (19) – durante o mês de janeiro e ouçam todos os ex-executivos da Odebrechet sem a participação dos procuradores, para que eles confirmem se falaram por livre e espontânea vontade.

    O material será encaminhado ao Supremo na segunda-feira (19), o último dia de trabalho antes do recesso no Judiciário. Ou seja, um tempo absolutamente curto para que tudo seja analisado antes do recesso, o que é considerado atípico.

    Mesmo assim, o ministro Teori tentará o possível para que, ainda na segunda-feira, viabilize um esquema que permita a ele ter condições de analisar tudo na volta do recesso, em fevereiro, para que possa decidir nos primeiros dias se homologa ou não os acordos.

Fonte: Redação/D&P

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dez 12

R$1 BILHÃO EM PROPINAS!

É O TOTAL PAGO NOS GOVERNOS DO PT POR CONTRATOS NA PETROBRAS

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UMA ESTRUTURA FINANCEIRA PARALELA FOI MONTADA PARA OPERAR OS REPASSES DE PROPINAS (Foto: reprodução/Internet)

     A Odebrecht montou uma estrutura financeira paralela para operar os repasses de propinas da empreiteira a agentes públicos e políticos. Chamados de “prestadores de serviços”, esses operadores financeiros teriam movimentado mais de R$ 1 bilhão, entre 2004 e 2014, só em contratos com a Petrobras, segundo estimativa da força-tarefa da Operação Lava Jato. Trata-se exatamente do período do PT no poder: o governo Lula começou em 2003 e o governo Dilma, sua sucessora, em 2011. A Operação Lava Jato foi deflagrada em 2014.

    Foram esses “prestadores de serviços” que mantiveram em funcionamento a estrutura de contas secretas em nome de empresas offshores (que existiam no papel, com sede fora do Brasil) usadas para a movimentação de dinheiro de propina. A partir delas eram feitas transferências no exterior e de lá também saíam valores para entregas de moeda em espécie.

    Segundo a força-tarefa, entre os prestadores de serviços haviam operadores do mercado financeiro legal, doleiros, lobistas e ex-executivos que trabalhavam externos aos quadros da Odebrecht, mas que eram vinculados ao Setor de Operação Estruturas –departamento do grupo que cuidava dos repasses a políticos e agentes públicos, conforme a Lava Jato.

      A ex-secretária Maria Lúcia Guimarães Tavares trabalhou no “departamento de propinas” da Odebrecht de 2006 a 2015. Era ela que controlava, na sede da empresa em Salvador, as execuções de pagamentos em espécie –uma planilha listava as requisições semanais para entregas de dinheiro.

      Os valores eram, segundo as investigações, propina e recursos de caixa 2 para políticos e agentes públicos, solicitados por diretores das empresas do grupo em troca de favores e contratos públicos –em especial da Petrobras.

      Após a prisão de Maria Lúcia, em março, e a delação fechada pela ex-secretária com a força-tarefa, executivos e ex-executivos do grupo também buscaram a colaboração.

    Após nove meses de tratativas, 77 executivos e ex-executivos começarão, hoje, a ser ouvidos por procuradores da República. Os acordos ainda precisam ser homologados pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

Caminho

     O esquema da lavagem de dinheiro operado pelo Setor de Operações Estruturas e seus “prestadores de serviços” começava com as offshores, que movimentavam dinheiro em “camadas”, conforme as investigações.

     O objetivo era distanciar a Odebrecht da origem dos valores, legalizar a saída dos recursos da empresa, com contratos e notas falsas, e possibilitar a entrega das propinas de forma dissimulada.

     Na sistemática descoberta pela Lava Jato –e que agora deve ser confirmada nas delações–, a Odebrecht mantinha uma primeira camada de offshores controlada por ela mesma. A partir dessas contas, o dinheiro da propina começava a ser movimentado.

     Da primeira camada ele era transferido para offshores de operadores financeiros ligados ao grupo. Numa terceira etapa, os valores seguiam para dois destinos. Para quem quisesse receber no exterior, o dinheiro era transferido para offshores que tinham os beneficiários como controladores. Outra forma de pagamento era por entrega de moeda em espécie no Brasil.

     Em novembro, a Lava Jato prendeu importante figura nessa engrenagem de pagamentos da Odebrecht. O advogado Rodrigo Tacla Duran, detido na Espanha, era o principal elo entre o Setor de Operações Estruturas e os doleiros e fornecedores de moeda no Brasil. Duran mantinha contato com doleiros e operadores do câmbio negro no Brasil para efetivar os repasses a políticos e agentes públicos.

Codinomes

     A Odebrecht montou um esquema de codinomes, senhas e mensagens cifradas para tentar ocultar os verdadeiros envolvidos nos esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo os investigadores da Lava Jato.

     Da mesma forma que os políticos tinham codinomes – “Justiça” identificaria o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e “Caranguejo”, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – cada “prestador de serviço” tinha uma conta nomeada por um apelido.

    Nas planilhas e no sistema de comunicação do Setor de Operações Estruturadas foram encontradas contas em nome de “Paulistinha”, “Carioquinha”, “NOB”, “CXSSAR”, Sevenmp”, “Tonico”, entre outros. Uma das principais contas, em volume de recursos, é a “Paulistinha” e “Carioquinha”, que seriam referências a Álvaro Novis, da Hoya Corretora.

    Outros operadores da Odebrecht eram o lobista Adir Assad e seu irmão Samir. Eles eram identificados nas planilhas como “Operação Kibe e Esfirra”. Além de operar recursos, forneciam contratos e notas de suas empresas para efetivar repasses.

     Os operadores estão entre os nomes citados no acordo de delação premiada da Odebrecht. Os executivos devem confirmar que esses “prestadores de serviços” eram responsáveis por distribuir dinheiro ou para dissimular a origem de transferências em contas secretas (em nome de offshores) fora do Brasil. 

Fonte: Redação/D&P

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nov 24

DELAÇÃO DA ODEBRECHT ASSOMBRA ATÉ O STF

NOVAS DENÚNCIAS FAZEM OUTRAS DELAÇÕES PARECEREM ‘BOBAGEM’

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PARA MINISTROS, PRIMEIRAS REVELAÇÕES FAZEM OUTRAS DELAÇÕES PARECEREM “BOBAGEM” (Foto: reprodução/internet)

      As primeiras informações que chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o teor da megadelação dos executivos da Odebrecht deixaram ministros “particularmente preocupados”, segundo um deles. Eles se preocupam com a estabilidade política do País de tão graves e amplas. O assombro decorre dos depoimentos preliminares dos delatores, que fará parecer “bobagem” o que foi revelado até agora. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

     As delações vão enriquecer os inquéritos abertos no STF com provas robustas, sem deixar dúvidas quanto à condenação dos investigados.

      A impressão que se tem, na força-tarefa da Lava Jato, é exagerada: “não vai sobrar ninguém na classe política”, diz um dos investigadores.

   Emílio Odebrecht, o “amigo EO” de Lula, liderou a iniciativa da delação para a empresa sobreviver. Ofereceu prêmio e 78 executivos aderiram.

     Esta coluna informou primeiro, há 8 meses, o início da penosa negociação da delação de Marcelo Odebrecht e de seus executivos.

Fonte: RedaçãoD&P

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out 29

LAVA JATO INVESTIGA SE É DE LULA MANSÃO NO BALNEÁRIO DE PUNTA DEL ESTE

ESQUEMA NO URUGUAI SERIA SEMELHANTE AO DO SÍTIO DE ATIBAIA

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ESQUEMA MONTADO NESTA MANSÃO É SEMELHANTE ÀQUELE USADO PARA MASCARAR A COMPRA DO SÍTIO DE ATIBAIA.

     Revista IstoÉ revela que a Operação Lava Jato investiga se mansão em Punta Del Este pertence ao ex-presidente petista. Esquema seria semelhante ao do tríplex no Guarujá e ao do sítio em Atibaia. Seu filho caçula, depois de implicado por delatores da Odebrecht, já arrumou um emprego no país vizinho. Leia a reportagem:

    As investigações sobre o patrimônio oculto do ex-presidente Lula ultrapassaram as fronteiras do Brasil. Depois de identificarem ligações do ex-presidente com imóveis suspeitos em solo nacional, como o tríplex no Guarujá, o sítio em Atibaia e uma cobertura em São Bernardo do Campo, procuradores do Ministério Público Federal (MPF), integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, apuram se uma mansão em Punta Del Este, no Uruguai, pertence a Lula. A investigação foi iniciada em agosto. O esquema seria semelhante ao adotado pelo petista para as outras propriedades utilizadas por ele no Brasil. No modus operandi tradicional, os imóveis ficam registrados em nome de empresários amigos. Em troca de benesses e tráfico de influência no governo ou fora do País, Lula se transforma no dono real desses imóveis, com poder para deles usufruir quando bem entender, determinar quem entra e sai e até mesmo promover caríssimas reformas, mesmo que oficialmente as propriedades não figurem em seu nome. O que IstoÉ revela agora é que essa prática se repetiria no Uruguai. Neste caso, a mansão – segundo colaboradores do Ministério Público Federal que estiveram em Punta Del Este – pertenceria a uma offshore ligada ao empresário Alexandre Grendene Bertelle, um dos donos da indústria de calçados Grendene e que, no Uruguai, é proprietário de um sem-número de casarões – entre os quais uma suntuosa casa na rua paralela à do imóvel suspeito de ter ligações com Lula – e sócio de empreendimentos bem-sucedidos como o Hotel e Cassino Conrad.

     A casa que motiva a investigação da Lava Jato possui um terreno de 7,5 mil metros quadrados e fica localizada na Calle Timbó, conhecida por Villa Regina, com valor estimado em US$ 2 milhões, segundo corretores locais. A mansão adota o estilo de chalé suíço, com uma escadaria de acesso à residência. O que mais chama a atenção é a grande área verde da propriedade, que cerca toda a edificação. A reportagem de ISTOÉ esteve no local na última quarta-feira 26. A mansão está vazia. Outras moradias da região, reduto de endinheirados da América Latina que escolhem o local para passar temporadas de veraneio, são ocupadas apenas por caseiros.

 

     As informações sobre a possível propriedade de Lula no país vizinho foram transmitidas ao MPF por um conhecido colaborador. Ele fora responsável pelas denúncias que levaram à deflagração da Operação Lava Jato. Daí a sua confiabilidade. No mesmo dia em que entregou documentos à Lava Jato, esse delator narrou que vários ônibus de excursão, responsáveis por conduzir comitivas de brasileiros pela paradisíaca Punta Del Este, passam defronte a casa de Calle Timbó e dizem, sem pestanejar, que a propriedade pertence a Lula. Em duas dessas visitas monitoradas, os turistas brasileiros demonstraram revolta ao receberem a informação. Um deles chegou a fotografar a casa de dentro do ônibus. Na última semana, o procurador destacado para investigar o caso disse à IstoÉ que se encontra na fase de coleta de provas. Ele não descarta a possibilidade de pedir a colaboração do governo uruguaio. Na Procuradoria da República, a investigação está sendo tratada com total discrição. A avaliação é de que, se no Brasil já é difícil caracterizar a ocultação de patrimônio quando ele figura em nome de terceiros, em Punta del Este, no Uruguai, torna-se ainda mais complicado puxar o fio desse intrincado novelo. Haja vista que lá os imóveis, em geral, ficam escondidos em offshores, dificultando o rastreamento. Procurada por IstoÉ , a assessoria de Lula repetiu uma versão já conhecida. Disse que o ex-presidente não tem nenhuma casa ou conta no exterior e que todas as propriedades dele estão em São Bernardo do Campo e são devidamente declaradas.

 Mais um mecenas?

       Se o triplex do Guarujá está em nome da OAS de Léo Pinheiro, o sítio de Atibaia no de Fernando Bittar e Jonas Suassuna e a segunda cobertura de São Bernardo no de um primo do pecuarista José Carlos Bumlai, o mecenas de Lula na mansão de Punta Del Este seria o bilionário Alexandre Grendene. O empresário do ramo calçadista mantém relações com Lula – e com os políticos de um modo geral. Durante o governo do petista, Grendene obteve empréstimos subsidiados do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 3 bilhões. Esses empréstimos estão sendo investigados pelo Ministério Público Federal de Novo Hamburgo (RS). Só para a compra da Vulcabrás, o BNDES emprestou R$ 314 milhões para a Grendene. Os irmãos Pedro e Alexandre Grendene participaram também em 2008 de um negócio para implantação de usinas de açúcar e álcool no valor de R$ 1,8 bilhão, com dinheiro do governo. Integraram a negociação, além dos Grendene, a Odebrecht, o empresário André Esteves (Banco Pactual) e o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo íntimo de Lula.

 

ALEXANDRE GRANDENE.

Durante o governo Lula, Grendene obteve empréstimos
subsidiados do BNDES de R$ 3 bilhões

       Há outro significativo elo entre o empresário e Lula. Grendene foi um dos empresários que doaram parte dos R$ 10,8 milhões que custearam o filme “Lula, o filho do Brasil”, inspirado na trajetória do ex-presidente petista e dirigido por Fábio Barreto. Ele também colaborou com o “Fome Zero”, carro-chefe da política social do petista no início do primeiro mandato – uma espécie de embrião do Bolsa-Família. Ainda no primeiro governo petista, o guitarrista Lenny Kravitz doou sua guitarra para o programa de combate à pobreza, que leiloou o instrumento em maio de 2005. O empresário Pedro Grendene pagou R$ 322 mil pela guitarra, uma cobiçada Epiphone Flyng V preta autografada, mas o episódio, como tantos outros envolvendo o PT, terminou na Lava Jato. A força-tarefa passou a investigar o destino da renda obtida com os instrumentos. Análise de e-mails de Bumlai, amigo de Lula, mostrou que houve uma disputa entre a ONG Ação Fome Zero e o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome pelo direito dos recursos levantados com os leilões. Em resposta à ISTOÉ na quinta-feira 27, a assessoria de Grendene disse que ele estava no exterior. Um assessor da diretoria da empresa afirmou, no entanto, que a história de que Grandene seria uma espécie de testa-de-ferro do ex-presidente petista no Uruguai não “passa de um absurdo completo”.

A Odebrecht participou de um consórcio com a OAS e
José Carlos Bumlai para reformar o sítio de Atibaia

 

O sítio e a cobertura

       Nos últimos dias, a Lava Jato fez novas descobertas acerca do patrimônio oculto de Lula. No caso do sítio de Atibaia, um dos maiores amigos do ex-presidente na área empresarial, Alexandrino Alencar, ex-executivo da Odebrecht, revelou detalhes da reforma do imóvel feita pela empreiteira durante processo de delação premiada em Curitiba. O executivo era um dos porta-vozes de Lula dentro da empresa. Era o amigo das viagens feitas por Lula à América Latina e África à bordo de jatinhos da Odebrecht.

O FILHO DE LULA JÁ NO URUGUAI: REFÚGIO CONVENIENTE,

      Na negociação de sua delação com a Justiça do Paraná, Alexandrino confirmou que a Odebrecht participou de um consórcio junto com a OAS e o pecuarista José Carlos Bumlai, para reformar o sítio de Atibaia. Segundo ele, a Odebrecht iniciou a reforma em outubro de 2010, quando Lula ainda era presidente. A empreiteira ficou responsável pelas obras de um anexo às quatro suítes do sítio. A propriedade está em nome de Jonas Suassuna e Fernando Bittar, e Lula, mais uma vez, nega ser dono do local. A Polícia Federal, no entanto, não tem dúvidas de que o sítio é mesmo do ex-presidente.

     Em outra frente, a força-tarefa da Lava Jato deu início esta semana a uma investigação sobre uma segunda cobertura que Lula ocupa no edifício Green Hill, em São Bernardo do Campo. O Ministério Público Federal investiga se o imóvel, localizado ao lado da primeira cobertura de Lula, foi adquirida com dinheiro da Odebrecht. Em dezembro de 2010, Glaucos da Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai recebeu R$ 800 mil da DAG Construtora, investigada pela PF por ter sido usada pela Odebrecht para negócios ilícitos. Com o dinheiro, Glaucos comprou a cobertura vizinha de Lula e a alugou para o ex-presidente. O petista garante que pagou aluguéis e que os mesmos encontram-se declarados em seu Imposto de Renda. Somente em 2015 pagou R$ 51,3 mil a Glaucos. Os procuradores suspeitam que tudo tenha sido feito para ocultar o verdadeiro dono do imóvel. Na realidade, o próprio Lula. A história se repete.

 

Saint-Tropez latina

      Punta Del Este, no litoral Sul do Uruguai, onde está localizada a mansão alvo de investigação da Lava Jato por possíveis ligações com Lula, é considerada a Saint-Tropez da América do Sul. Praias paradisíacas, cassinos de luxo, hotéis suntuosos. Uma cidadezinha de 10 mil habitantes, mas que no verão reúne os novos ricos do mundo todo e muitos milionários brasileiros, provocando congestionamentos de Mercedes-Benz e Ferraris nas ruas da cidade.

      Os carros são conduzidos de São Paulo para lá – a distância é de 1.900 Kms – pelos motoristas, enquanto os patrões percorrem o trajeto de avião. As mansões de veraneio de milhares de dólares ficam vazias o ano todo, mantidas por caseiros que se recusam a falar com jornalistas, e só são ocupadas na alta temporada.

      Foi nesse cenário bucólico que Lula foi descansar logo que se elegeu presidente pela primeira vez em 2002. Jornalistas locais relataram que o petista descansou na casa de um amigo em Punta Del Este por alguns dias. Gostou do que viu.

Fonte: D&P

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set 30

E-mails indicam que Odebrecht pediu ajuda de Dilma

Correspondência enviada por Marcelo Odebrecht a auxiliares de Dilma sugerem que o empreiteiro queria lobby para contratos na República Dominicana.

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Executivo Marcelo Odebrecht está preso desde 19 de junho deste ano, por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras (foto: reprodução/internet)

        Além de deixar claro o empenho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para favorecer a Odebrecht em contratos no exterior, os e-mails interceptados pela Polícia Federal na Operação Lava Jato incluem mensagens entre Marcelo Odebrecht e Giles Azevedo, chefe de gabinete na gestão Dilma Rousseff, e Anderson Dornelles, assessor especial da Presidência. Nas trocas de correspondência, o empresário queria que Dilma fizesse lobby do grupo na República Dominicana.

      Dilma teve um encontro com o presidente dominicano eleito Danilo Medina, em 9 de julho de 2012. Na véspera da visita de Medina ao Brasil, em 5 de julho daquele ano, Odebrecht - preso na Lava Jato – escreveu para o chefe de gabinete da Presidência e para Anderson Dornelles: “Caros Giles e Anderson, peço o favor de entregar à presidente Dilma a nota em anexo referente ao encontro dela com o presidente da República Dominicana, que segundo fui informado, será esta segunda, 9 de julho, pela manhã. Fico à disposição para qualquer informação adicional. Obrigado e forte abraço. Marcelo.”

    A “nota” continha um resumo da atuação e dos empreendimentos da Odebrecht no país de Danilo Medina. O empreiteiro intitulou o documento de “ajuda memória da Odebrecht para a visita do presidente da República Dominicana”. Ele destaca que o grupo “tem 6.112 integrantes locais, sendo 568 jovens engenheiros dominicanos”. Como exemplo de “nossa atuação e inserção social junto às comunidades, além da própria atuação empresarial sustentável”, a Odebrecht cita programa de alfabetização de adultos, reforma e ampliação de escolas públicas, construção de unidade de beneficiamento de café, saúde bucal, entre outras iniciativas.

    “Face a relevância de nossa atuação no país [República Dominicana] seria importante que a presidente Dilma possa em seu encontro próximo com o Presidente Dominicano recém eleito Danilo Medina reforçar: a confiança que tem na Organização Odebrecht em cumprir os compromissos assumidos; a disposição de, através do BNDES, continuar apoiando as exportações de bens e serviços do Brasil, dando continuidade aos projetos de infraestrutura prioritários para o país.” Ele assinala que o BNDES financia a exportação de bens e serviços para a República Dominicana desde 2002.

      As trocas de e-mails demonstram que Odebrecht estava empenhado para que seu pedido chegasse, de fato, a Dilma. Às 13h21 do dia 6 de julho, a secretária da presidência da Odebrecht, Darci Luz, enviou e-mail para Alexandrino Alencar, executivo ligado à companhia, informando que “Marcelo enviou ontem à noite o documento para o Giles, para entregar à Presidente e está pedindo para o sr. confirmar com ele se recebeu e se conseguiu entregar a ela”. Na mesma mensagem, Darci Luz diz que ligou para a secretária de Giles “mas ele estava fora e como foi para o e-mail pessoal ela não soube me informar”.

Leia a nota da Odebrecht sobre o caso: “A Odebrecht esclarece que os trechos de mensagens eletrônicas divulgados apenas registram uma atuação institucional legítima e natural da empresa e sua participação nos debates de projetos estratégicos para o país – nos quais atua, em especial como investidora. A empresa lamenta, no entanto, a divulgação e interpretações equivocadas sobre mensagens sem qualquer relação com o processo em curso.”

Fonte: Revista Veja

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set 27

CONSTRUÇÃO DE PORTO MOSTROU COMO A ODEBRECHT MANDAVA NA ERA PT

EM GOVERNOS DO PT, ATÉ FEZ OBRA ILEGAL COM DINHEIRO DO BNDES

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OBRA REMOVEU ÁREAS DE MANGUE SEM OBSERVAR FORMALIDADES AMBIENTAIS: AONDE ESTAVA O IBAMA? (Foto: reprodução/internet)

       A tal Odebrecht pintou e bordou na era PT. Para construir seu terminal de contêineres em Santos, comprou área onde não era permitido fazer porto, mas o fez mesmo assim, aterrando parte do canal para ampliar o terreno, e removendo áreas de mangue, vitais para vida marinha, sem as formalidades burocráticas do meio ambiente. E ainda abiscoitou, só para esse projeto, 18% da verba do BNDES para portos de todo o País.

     Contratada para fazer terminal de fertilizantes, Odebrecht virou dona da área e construiu o porto remunerada com parte dos empréstimos.

      O Embraport, terminal de contêineres da Odebrecht, obteve R$ 663,3 milhões do BNDES, via Caixa, a juros de Lula para Lulinha: 3% ao ano.

      Graças aos amigos (e “sócios”) nos governo Lula e Dilma, a Odebrecht construiu um porto que só se tornou legal após iniciar suas operações.

       A Odebrecht fez o porto, em área proibida, sem sobressaltos: sabia que Dilma o regularizaria um mês após a inauguração, em julho de 2013. Leia mais na Coluna Cláudio Humberto

Fonte: Redação D&P

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ago 11

Defesa de Odebrecht ataca Moro e pede Gabrielli como testemunha

Lista traz pedido de 34 nomes para testemunhar na defesa do empreiteiro. Em alegações, advogados fazem duras críticas ao magistrado e ao MP.

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Marcelo Odebrecht: defesa pede Gabrielli como testemunha (Foto: reprodução/internet)

     Marcelo Odebrecht, presidente da construtora Odebrecht, apresentou nesta terça-feira ao juiz federal Sergio Moro uma lista com 34 nomes de testemunhas para sua defesa no processo a que responde no âmbito da Operação Lava Jato. Entre os nomes arrolados pela defesa do empreiteiro estão o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, o presidente da Fiesp Paulo Skaf, o executivo Roberto Prisco Ramos e o ministro da Justiça do Canadá Peter Gordon Mackay.

      A lista de testemunhas foi enviada na primeira manifestação de mérito da defesa do empreiteiro contra a denúncia a que responde pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa por supostas irregularidades em seis contratos de obras e serviços da Petrobras. No documento, a defesa do empreiteiro, assinada pela primeira vez pelo criminalista Nabor Bulhões, que defendeu o ex-presidente Fernando Collor na época do impeachment, ataca a acusação apresentada pelo Ministério Público e diz que o juiz Sergio Moro não teria parcialidade suficiente para julgar o caso.

     Para Bulhões, Moro “parece ter desenvolvido a crença de que todos os investigados são culpados”, já que, em diversos despachos, indicou que o empreiteiro teria pleno conhecimento dos crimes atribuídos a funcionários da construtora e afirmou que a prisão de Marcelo Odebrecht seria a única forma de coibir crimes. “São incontáveis as passagens em que, nas diversas decisões proferidas na fase investigatória, faz expresso juízo de pré-julgamento”, dizem os advogados, que alegam ainda que Moro não autorizou que a defesa tivesse acesso a documentos utilizados pelo MP para embasar a denúncia em um “preocupante e inaceitável controle prévio sobre o conteúdo e as iniciativas da defesa”.

    Na manifestação, os advogados do empreiteiro também tentam desqualificar o Ministério Público, afirmando haver uma “intensa publicidade opressiva decorrente do caráter espetaculoso das operações policiais e do protagonismo dos representantes do Ministério Público Federal que inundaram o noticiário nacional com juízos pré-concebidos de culpabilidade”.       Dizem ainda que o MP promoveu uma “acusação mistificadora e desconexa” contra Marcelo, atribuindo a ele “responsabilidade penal por tudo que eventualmente pudesse ser imputado a qualquer funcionário ou executivo da complexa organização empresarial”.

    A exemplo das defesas apresentadas por outros empreiteiros presos na Operação Lava Jato, os advogados de Odebrecht questionam os limites das buscas e apreensões na empresa, afirmam que a Operação Lava Jato se baseou em interceptações ilegais e dizem que, por haver parlamentares entre os citados na investigação, o caso deveria tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Para a defesa do empresário, o MP, com a denúncia contra Odebrecht, ainda promoveu “um autêntico oásis de horror” ao afirmar, por exemplo, que o empreiteiro integrou a organização criminosa “entre ao menos os anos de 2004 e 2014″, embora a tipificação de organização criminosa só tenha sido criada em 2013. Por esta tese da defesa, Odebrecht estaria sendo acusado de um crime que não existia na época dos fatos. Eles também alegam que não é possível acusar o empresário de prática de cartel e de organização criminosa ao mesmo tempo porque os dois tipos penais incidiriam sobre um mesmo fato – o cartel seria o tipo penal principal e a organização criminosa, o subsidiário. Incluir o mesmo suspeito nas duas imputações, diz a defesa, seria bis in idem – situação em que um réu é acusado duas vezes pelo mesmo fato. “O crime de organização criminosa constitui uma fase necessária para a realização do crime de cartel”, resumem.

Fonte: Jornalista  Laryssa Borges, de Brasília/Veja

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ago 04

ODEBRECHT CONCENTRA 76% DOS FINANCIAMENTOS DO BNDES NO EXTERIOR

EMPREITEIRA LEVOU 412 DOS 539 CONTRATOS DO BNDES DESDE 2007

Odebrecht

    Dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirmam a enorme preferência dada pelos governos Lula e Dilma à Odebrecht em financiamentos de obras no exterior. Desde 2007, o banco firmou 539 contratos para obras de engenharia em países da América Latina e África e a Construtora Norberto Odebrecht SA ficou com 412 (76,4%) deles, rendendo US$ 7,5 bilhões aos cofres da empreiteira.

       Outras construtoras citadas na Lava Jato também ganharam boquinhas longe da fiscalização de órgãos de controle brasileiros, mas não se comparam ao montante recebido pela Odebrecht. A Camargo Corrêa fechou 73 contratos no valor US$ 2,25 bilhões, Andrade Gutierrez celebrou 21 contratos faturando US$ 1,75 bilhão, Queiroz Galvão levou US$ 377 milhões em 19 contratos e a OAS fecha o clube com três contratos no valor de US$ 354

Fonte:  Redação D.&.P.

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jul 23

PF SUGERE QUEBRA DE SIGILO DE EX-PRESIDENTE DA PETROBRAS

PERÍCIA REVELA INTENSA TROCA DE E-MAILS DE ODEBRECHT COM MERCADANTE E GABRIELLI.

Gabrielli ebc

PF QUER ACESSO A DADOS FINANCEIROS E TRIBUTÁRIOS DO EX-PRESIDENTE DA PETROBRAS, ENTRE JANEIRO DE 2010 E JUNHO DE 2015 Foto: reprodução/internet.

      Peritos criminais da Polícia Federal sugerem a quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli no âmbito de investigação sobre e-mails do presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, preso na Operação Lava Jato desde 19 de junho por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a ordem econômica.

      O alvo maior dos peritos são propostas comerciais “com preços majorados relativas a contratos para prestação de serviços de operação de sondas, em prejuízo da Petrobrás”.

     Eles querem acesso a dados financeiros e tributários de Gabrielli concentrados em um largo período, de 1.º de janeiro de 2010 a 30 de junho de 2015. O objetivo é ‘esclarecer se as tentativas de majoração de preço prosperaram ou não’.

   Gabrielli presidiu a estatal entre 2005 e 2012. Ele antecedeu Graça Foster.

    Os peritos subscrevem laudo sobre troca de e-mails entre Odebrecht e executivos do grupo. As mensagens indicam suposta tentativa da maior empreiteira do País de apresentar propostas com preços acrescidos.

    Elas também citam os nomes do ministro-chefe da Casa Civil Aloizio Mercadante (PT-SP) e do ex-presidente da estatal como contatos políticos da Odebrecht nas negociações.

   Na ocasião da troca de e-mails de Odebrecht, em 2011, Mercadante ocupava o cargo de ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação.

   “Foram identificadas, por parte do Grupo Odebrecht, especialmente do executivo Marcelo Odebrecht, ações com o objetivo de exercer influência política para obtenção de êxito na celebração de novos contratos com a Petrobrás”, diz o laudo,

    “A partir desse material identificou-se elementos que demonstram a tentativa da Odebrecht em apresentar propostas comerciais com preços majorados, relativas a contratos para prestação de serviços de operação de sondas, em prejuízo da Petrobras. Os documentos solicitados na subseção IV.1 podem vir a esclarecer se as tentativas de majoração de preço prosperaram ou não.”

    Os peritos sugerem, ainda, o afastamento do sigilo de outros dois alvos da apuração – André Luiz de Souza e José Miranda Formigli Filho, este ex-diretor da Petrobrás, além da Enseada Indústria Naval e da Sete Brasil, empresa criada pela Petrobrás.

    Eles destacam que “foram identificadas, por parte do Grupo Odebrecht, especialmente do executivo Marcelo Odebrecht, ações com o objetivo de exercer influência política para obtenção de êxito na celebração de novos contratos com a Petrobrás”.

   Ao analisar um e-mail enviado por Roberto Prisco Ramos – ex-funcionário da Braskem – para Marcelo Odebrecht e outros três executivos do grupo, em 22 de março de 2001, o laudo informa que “o conteúdo revela uma discussão acerca do estabelecimento do preço que será proposto no contrato de operação de sondas junto à Petrobrás”.

     “Nota-se a perspectiva de recuperar uma perda de US$ 100 MM (cem milhões de dólares), mediante o acréscimo de US$ 20 mil/dia no custo estimado de operação das sondas quando em atividade (OPEX), ao longo de 10 anos.”

      No ano anterior, em outro e-mail analisado, de 27 de dezembro de 2010, Odebrecht troca mensagens com executivos sobre a Sete Brasil e os contratos de sondas. “A Petrobrás, segundo os executivos da Odebrecht, teria uma orientação para maximizar o contrato de sondas com o Estaleiro Bahia (Enseada Indústria Naval), pertencente a empresas do Grupo Odebrecht em associação com as construtoras OAS e UTC”, informam os peritos. A OAS e a UTC também são alvo da Lava Jato – seus principais executivos são réus por corrupção e lavagem de dinheiro.
     “Pelo conteúdo do e-mail, identifica-se que o Estaleiro Atlântico Sul (concorrente da Odebrecht), já consolidado à época, firmou contratos com a Petrobrás para construções de sonda em valores US$ 90 milhões (noventa milhões de dólares) abaixo do valor orçado pelo consórcio liderado pelo Grupo Odebrecht”, sustentam os peritos.

    Eles indicam que para esclarecer se ocorreu eventual vantagem financeira indevida decorrente da assinatura desses contratos “é preciso obter alguns documentos, como a íntegra dos contratos firmados pela Petrobrás para construção e operação das sondas, da Sete Brasil”.

    As comunicações referem-se a duas etapas da contratação. Uma primeira, quando a Odebrecht participava na licitação da Petrobrás para ser contratada para construção e operação das sondas, por fim adjudicadas à Sete Brasil. E uma segunda etapa, quando a Odebrecht tentava negociar junto à Sete Brasil a contratação para que seu estaleiro construísse um determinado número de sondas. 

    Os contratos que são alvo da troca de mensagens entre o presidente da Odebrecht e seus executivos são para operação de sete navios-sonda, para exploração de petróleo em alto mar, nos campos do pré-sal.

      Os contratos foram fechados pela Sete Brasil – empresa criada pela Petrobrás, com fundos e bancos – para 29 equipamentos, pelo valor total de US$ 25,5 bilhões, a partir de 2011. A Sete foi constituída pelas empresas FI-FGTS, Petros, Previ, Funcef, Valia, Santander, Bradesco, BTG Pactual, EIG Global Energy Partners, Lakeshore e Luce Venture Capital.

     Os contratos foram divididos em cinco estaleiros. O Estaleiro Enseada, do Grupo Odebrecht, foi um dos contratados. Por meio de uma análise do material apreendido na 14ª fase da Operação Lava Jato – batizada de Erga Omnes – em dois de seus alvos, o presidente Marcelo Odebrecht e o executivo Roberto Prisco Ramos. 

    “A partir desse material identificou-se elementos que demonstram a tentativa da Odebrecht em apresentar propostas comerciais com preços majorados, relativas a contratos para prestação de serviços de operação de sondas, em prejuízo da Petrobras”.

Fonte: Redação/D.P.

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